O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumiu uma nova postura após o resultado do primeiro turno das eleições: a de cabo eleitoral contra o presidente Lula nas redes sociais.
O gestor, que vinha mantendo uma linha discreta em relação à disputa nacional, passou a defender com ênfase a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A mudança de comportamento também funciona como resposta a aliados do candidato que diziam que ele não se engajaria na campanha.
Ofensiva contra o Planalto
Na última semana, a grande maioria das publicações feitas por Tarcísio nas redes foi contra o governo Lula e a esquerda. Em uma das postagens, o governador compara a campanha do petista ao Titanic e afirma que se trata de um “navio afundando”.
Em outra publicação, ele repercute o áudio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que afirma ter financiado o filme sobre Lula. Investigadores suspeitam que a gravação tenha sido feita de maneira ilegal na prisão, já que Vorcaro não prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nem à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ao tratar do tema, Tarcísio declarou que a esquerda “anda de braços dados com a corrupção” e citou escândalos como o Mensalão, a Lava Jato e as fraudes do INSS. “E eu quero saber agora se ele não sabia que recebeu dinheiro para financiar o próprio filme”, disse o governador.
Cobrança na pauta ambiental
A agenda ambiental também ganhou espaço nas críticas. Em mais uma postagem, Tarcísio republicou o vídeo de um homem que mostra os incêndios que tomam conta da Amazônia e cobrou posicionamento de artistas e defensores do meio ambiente.
Para o governador, o quadro “revela a incongruência, a incompetência, o descaso e a hipocrisia do PT e da esquerda”. Segundo ele, esses grupos “somem diante do que está acontecendo na Amazônia”. “Falar é fácil, difícil é transformar o discurso em resultado”, concluiu.
Presença em comício
A atuação digital é reforçada pela presença em eventos da campanha. Tarcísio participou ao lado de Flávio Bolsonaro de comício realizado em Goiânia, antes do segundo turno da eleição presidencial.
A sequência de ações marca a transição do governador para um papel mais ativo na disputa nacional, com ataques diretos ao presidente e apoio explícito ao candidato do PL na reta final do segundo turno.
