A Seleção Brasileira feminina encerrou a Data Fifa de outubro com um empate em 2 a 2 contra a Argentina, na noite desta terça-feira (13), na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Diante de 29.444 torcedores, o time comandado por Arthur Elias abriu dois gols de vantagem ainda no primeiro tempo, com Bia Zaneratto e Gio Garbelini, mas permitiu a reação das argentinas, que descontaram com Daiana Falfán e Florencia Bonsegundo.

O resultado fechou a sequência de amistosos entre as duas equipes na Data Fifa. No sábado (10), o Brasil havia vencido por 3 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre. Mesmo sem derrotas nos dois compromissos, a Seleção desperdiçou a chance de somar mais um triunfo diante da torcida, sobretudo pelo cenário da partida em Pernambuco: dois gols de vantagem construídos e superioridade numérica por mais de 30 minutos, além dos acréscimos.

Como foi o jogo

O Brasil começou com mais presença no campo ofensivo, explorando a velocidade pelas laterais e a movimentação das atacantes para achar espaços na defesa argentina. Aos 12 minutos, Raíssa Bahia avançou pela esquerda e cruzou para Bia Zaneratto, que apareceu dentro da área e cabeceou para abrir o placar, em jogada de duas atletas que também dividem o vestiário do Palmeiras.

Com a vantagem, as brasileiras ganharam espaço para acelerar as transições, enquanto a Argentina tentava se organizar no ataque e esbarrava na marcação brasileira, com destaque para as intervenções de Tarciane. O segundo gol saiu justamente em uma jogada de velocidade: Priscila e Gio Garbelini avançaram em contra-ataque, a camisa 11 insistiu na disputa dentro da área até a bola sobrar para Gio finalizar e marcar o segundo do Brasil.

O cenário, no entanto, mudou ainda na primeira etapa. Aos 34 minutos, Daiana Falfán achou espaço na área brasileira, recebeu e finalizou para diminuir, deixando o Brasil com vantagem de apenas um gol no intervalo, apesar do bom início de partida.

Na volta dos vestiários, o time de Arthur Elias buscou recuperar a intensidade ofensiva e criou oportunidades com Jhonson e Kerolin, mas sofreu o empate logo aos sete minutos da etapa final. Isabela cometeu pênalti sobre Holzheier dentro da área, e Florencia Bonsegundo assumiu a cobrança e converteu, igualando o marcador em 2 a 2.

Aos 12 minutos do segundo tempo, o confronto ganhou outro elemento: Sofía Dominguez puxou o cabelo de Kerolin para impedir uma cobrança de lateral e recebeu o cartão vermelho, deixando a Argentina com dez jogadoras. A expulsão mudou a dinâmica da partida, com o Brasil passando a ocupar o campo adversário de forma mais constante, enquanto as argentinas reduziram os espaços entre as linhas e apostaram nos contra-ataques.

Vantagem numérica sem proveito

A expulsão de Sofía Dominguez ofereceu ao Brasil um longo período de superioridade numérica para buscar a vitória. Com uma atleta a mais e diante de uma Argentina concentrada no próprio campo, a Seleção assumiu a iniciativa das ações ofensivas, mas encontrou dificuldades para transformar o volume em chances claras de finalização.

Arthur Elias promoveu dez substituições ao longo da etapa final, em busca de fôlego e de alternativas para furar a defesa argentina, mas as mudanças não foram suficientes. Marília, logo após entrar em campo, finalizou por cima do gol, enquanto Geyse também levou perigo e exigiu boa defesa da goleira Esponda, decisiva para sustentar o empate até o apito final.