Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a associação feita pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre uma declaração do presidente Lula (PT) sobre exames médicos e o estupro de menores é repugnante. As críticas foram feitas em entrevista concedida no gabinete do ministro, em Brasília.
Na avaliação de Padilha, a postura adotada pelos aliados do senador nas redes sociais faz mal ao país. “Alguém querer de forma maldosa distorcer a fala dele sobre toque de próstata e exame vaginal e fazer relação com abuso sexual e pedofilia é repugnante. Faz muito mal ao debate do país e mal à saúde pública”, afirmou.
Origem da polêmica
A controvérsia começou nesta terça-feira (29), durante um evento realizado em Belém (PA), capital paraense. Ao mencionar a resistência dos homens ao exame de toque para prevenção do câncer de próstata, Lula disse que as mulheres, em comparação, “aprendem a tomar toque desde pequena”.
De acordo com a campanha petista, o presidente se referia à rotina de exames ginecológicos voltados à saúde da mulher. A campanha adversária, porém, publicou nas redes sociais uma peça que associa a fala de Lula ao estupro de vulneráveis, o que provocou a reação do ministro da Saúde.
Padilha também cita fake news sobre padroeira
O ministro afirmou ainda que o discurso adotado por Flávio Bolsonaro é absurdo e aproveitou a entrevista para rebater a notícia falsa que circulou nas redes sobre a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
“Acho que tem muita gente tendo que se explicar sobre suas visões sobre Nossa Senhora Aparecida e fica tentando criar, através de uma fake news, uma distorção sobre a fala do presidente”, disse Padilha.
O episódio ocorre em meio à corrida eleitoral de 2026, período em que os embates entre as campanhas nas redes sociais ganham cada vez mais força no debate público.
