Núcleo de ex-ministros voltaria ao centro do poder
Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial não representaria apenas o retorno do bolsonarismo ao Planalto. O resultado também reeditaria e empoderaria um núcleo de poder nascido durante o governo Jair Bolsonaro: um grupo de cinco ex-ministros, muito próximos entre si, que costumava se reunir sobretudo nos momentos de crise da gestão.
Fazem parte desse círculo Tarcísio de Freitas, Rogério Marinho, André Mendonça, Jorge Oliveira e Wagner Rosário. Hoje, cada um deles ocupa ou disputa um espaço estratégico no tabuleiro político nacional.
Onde cada integrante está
Tarcísio de Freitas sai reeleito governador de São Paulo e chega ao segundo mandato com força ampliada no cenário nacional. Rogério Marinho, que atuou como coordenador da campanha de Flávio, entra na disputa pelo comando do Senado. André Mendonça integra o Supremo Tribunal Federal e figura como um dos principais polos de oposição a Alexandre de Moraes dentro da Corte.
Jorge Oliveira, por sua vez, ocupa uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU) e é apontado como nome cotado para o STF em caso de vitória de Flávio Bolsonaro. Wagner Rosário completa o quadro como controlador-geral do estado de São Paulo.
Grupo distribuído por pontos estratégicos
Na prática, uma vitória de Flávio recolocaria no centro do poder um grupo que já funcionava de forma articulada no governo Bolsonaro — agora distribuído entre São Paulo, o Senado, o STF, o TCU e, potencialmente, novamente o Executivo federal.
Somados, os cinco nomes formariam uma malha de influência que atravessa o Executivo estadual, o Legislativo e o Judiciário, com presença também em órgãos de controle.
Um novo governo ainda teria influência sobre futuras indicações ao Supremo Tribunal Federal, tema que o próprio Flávio Bolsonaro já colocou em pauta durante a campanha.
A eventual composição reforça a leitura de que a disputa presidencial vai além da figura do candidato: ela envolve a reconstituição de uma rede de aliados formada nos anos em que Jair Bolsonaro esteve à frente do Executivo.
