A agência de classificação de risco Fitch Ratings avaliou nesta quarta-feira (21) que o Brasil deverá passar por um período de aperto fiscal, independentemente do resultado das próximas eleições. Segundo a projeção da instituição, o ajuste nas contas públicas será uma realidade com a qual o próximo governo terá de lidar, seja qual for o candidato eleito.

A avaliação foi divulgada pela agência em pleno período de campanha eleitoral, momento em que investidores e analistas de mercado acompanham com atenção as propostas dos candidatos para as finanças públicas. Para a Fitch, a necessidade de contenção fiscal se impõe como um desafio estrutural, que transcenderá as diferenças entre os eventuais vencedores do pleito.

Contexto do anúncio

A Fitch Ratings é uma das principais agências de classificação de risco do mundo, responsável por avaliar a capacidade de países e empresas honrarem seus compromissos financeiros. As análises desse tipo de instituição são acompanhadas de perto por investidores, já que podem influenciar decisões de aplicação de recursos e o custo de captação de um país nos mercados internacionais.

O pronunciamento desta quarta-feira (21) sinaliza que a agência enxerga o ajuste fiscal como um caminho praticamente inevitável para o Brasil no próximo ciclo de governo. Em outras palavras, a expectativa é de que o eleito, independentemente de sua origem política, precise adotar medidas de contenção de despesas e de organização das contas públicas.

Impacto para o mercado

Declarações de agências de rating sobre o cenário fiscal brasileiro costumam movimentar o mercado financeiro, especialmente em períodos eleitorais, quando a incerteza sobre a direção da política econômica tende a ser maior. A leitura da Fitch de que o aperto fiscal virá independentemente do resultado das urnas pode ser interpretada pelos investidores como uma indicação de que o tema ocupará o centro das decisões econômicas do próximo governo.

O portal Último Post acompanha os desdobramentos dessa avaliação e as reações dos mercados e dos próprios candidatos ao anúncio feito pela agência de classificação de risco.