Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, anunciou nesta terça-feira (13) que não participará do debate marcado para este domingo (18). A declaração foi feita durante evento em São Paulo no qual o MDB formalizou apoio majoritário à sua candidatura. Segundo o senador, ele ainda vai avaliar a presença no debate da TV Globo, agendado para o dia 23, na próxima semana.

O encontro reuniu lideranças da legenda, entre elas o presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi (SP), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), que também estava no palco. Questionado sobre o alinhamento com a sigla, Flávio classificou a aproximação como “programática”.

Discurso em defesa das instituições

Ainda no palco, o candidato afirmou que será um defensor da democracia. “Você nunca vai ver na história algum presidente da República que vai defender mais as instituições do que Flávio Bolsonaro, porque as instituições são os pilares da nossa democracia”, declarou.

Visita ao pai em Brasília

Pela manhã, Flávio visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, em Brasília. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tramar um golpe de Estado, o ex-mandatário cumpre a pena em regime domiciliar, na residência da família, no Jardim Botânico. O senador chegou ao local por volta das 9h40 e saiu cerca de uma hora depois.

Segundo o candidato, o reencontro rendeu “motivação” e “uma energia ainda maior de falar para todo mundo” sobre a ida às urnas. “Como o Tarcisão [governador Tarcísio de Freitas] falou aqui, não tem eleição, ganha”, disse, citando o governador reeleito de São Paulo, presente no ato.

Divisão no MDB

A sigla liberou os diretórios estaduais para decidir os apoios, e o resultado ficou dividido: 17 dos 27 diretórios estaduais aderiram à candidatura de Flávio, enquanto 10 preferiram o petista Lula (PT), do Norte e do Nordeste.

Apoiam Flávio: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Goiás, Amapá, Acre, Tocantins, Roraima, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Distrito Federal.

Do lado de Lula estão Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.