A disputa pelos recursos de campanha nas eleições deste ano revela fontes de financiamento distintas entre os principais nomes da política nacional. Enquanto o presidente Lula aparece como o maior beneficiário do Fundo Eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro se destaca na captação de recursos junto ao setor privado.
Lula à frente no Fundo Eleitoral
Segundo os dados divulgados, Lula arrecadou R$ 123,78 milhões por meio do Fundo Eleitoral, montante que o coloca na liderança entre os candidatos que mais receberam repasses do fundo público destinado ao financiamento das campanhas.
O Fundo Eleitoral é formado por recursos públicos distribuídos entre os partidos, que definem internamente como os valores serão repartidos entre seus candidatos. O montante recebido por Lula reforça o peso do seu partido na divisão dos recursos.
Flávio Bolsonaro depende menos do fundo público
Do outro lado, Flávio Bolsonaro construiu sua verba de campanha principalmente com aportes de empresas e doadores privados. O senador acumula, até o momento, R$ 38,9 milhões em recursos privados, valor que o posiciona entre os candidatos mais bem-sucedidos na captação fora do fundo público.
O desempenho do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na captação privada chama atenção em um cenário no qual grande parte das campanhas depende fortemente dos repasses do Fundo Eleitoral para custear suas atividades.
Duas estratégias de financiamento
Os números ilustram estratégias diferentes de financiamento eleitoral. De um lado, o peso dos recursos públicos na campanha de Lula, que concentra a maior fatia do Fundo Eleitoral entre os candidatos. De outro, a capacidade de Flávio Bolsonaro de mobilizar doações do setor privado, fonte que tende a ganhar relevância conforme avança o período de campanha.
Os valores divulgados até agora ainda podem mudar, já que a captação de recursos segue em curso e as prestações de contas serão atualizadas ao longo do pleito. O acompanhamento das doações é feito por meio do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que consolida os dados declarados pelos candidatos e partidos.
Com o desenrolar da campanha, a comparação entre os recursos públicos e privados recebidos pelos candidatos deve seguir como um dos termômetros da força eleitoral e da capacidade de articulação política das principais candidaturas do país.