A Paraíba definiu neste domingo (4) a nova composição da Assembleia Legislativa do estado. Ao todo, os eleitores paraibanos escolheram 36 deputados estaduais, em votação realizada nas eleições de 2026. A apuração apontou os nomes mais votados e a distribuição das cadeiras no Legislativo paraibano.

Os mais votados

Nilvan Ferreira (PL) foi o candidato com o maior número de votos: 77.089. Em seguida apareceram Adriano Galdino (Republicanos), com 75.366 votos, e Olívia Motta (Republicanos), com 67.991.

Nascido em Cajazeiras, Nilvan Ferreira é casado e declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 180 mil. Já Adriano Galdino, natural de Campina Grande, também é casado e informou possuir R$ 3,1 milhões em bens declarados.

Também foram eleitos, entre outros nomes, Wilson Filho (Republicanos), Felipe Leitão (MDB) e Deputa Mané Buchada (PL).

O balanço da votação no estado mostra que a abstenção chegou a 17,40%. Os votos em branco somaram 5,23% do total, enquanto os nulos representaram 4,31%.

Como funciona o quociente eleitoral

Receber mais votos do que um concorrente não assegura, automaticamente, uma cadeira no Parlamento estadual. É possível que um candidato tenha votação superior à de outro e, mesmo assim, fique fora da Assembleia. A explicação está no quociente eleitoral, mecanismo característico do sistema proporcional — que difere da regra majoritária aplicada aos cargos do Poder Executivo.

O quociente eleitoral é calculado a partir da divisão dos votos válidos pelo número de vagas do cargo em cada estado. Para conquistar o mandato, o candidato precisa obter votação igual a, no mínimo, 10% desse quociente e, além disso, estar dentro das vagas a que o seu partido ou a federação dele tem direito na eleição.

Na prática, a votação individual não é o único critério: o desempenho do partido ou da federação também pesa na distribuição das cadeiras. Por isso, nomes bem votados podem ficar sem o mandato caso não se enquadrem nesses critérios.