O comparativo entre os países mostra um cenário diferente do registrado na eleição de 2022 entre os brasileiros que vivem no exterior. Lula aparece como o mais votado no Kuwait, nação onde Jair Bolsonaro havia vencido na disputa presidencial anterior. Já na Tailândia, quem ficou à frente foi Flávio Bolsonaro, em um país que deu a vitória ao petista naquela ocasião.

Kuwait inverte o resultado

Em 2022, os eleitores brasileiros no Kuwait deram a vitória a Jair Bolsonaro. No quadro atual, entretanto, o resultado mudou: Lula passou a ser o mais votado entre os compatriotas que residem no país do Oriente Médio. A alteração ocorre justamente em um lugar onde o ex-presidente havia saído na frente na última eleição presidencial.

Flávio Bolsonaro lidera na Tailândia

Na Tailândia, o movimento foi oposto ao observado no Kuwait. O petista havia vencido entre os brasileiros do país asiático em 2022, mas agora quem aparece na frente é Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente. O nome do parlamentar não integrou a disputa presidencial daquele ano, quando o segundo turno opôs Lula a Jair Bolsonaro — combate vencido pelo petista, que assumiu a Presidência da República.

O que mudou em relação a 2022

Os dois países apontam hoje vencedores diferentes dos registrados no pleito passado, e em direções contrárias. No Kuwait, a preferência saiu de Jair Bolsonaro para Lula. Na Tailândia, saiu do petista para Flávio Bolsonaro. Em ambos os casos, portanto, o resultado local se alterou em relação à eleição de 2022.

A divergência entre os dois eleitorados, aliás, já existia em 2022: naquela eleição, Kuwait e Tailândia também apontaram vencedores distintos, com a vitória de Jair Bolsonaro em um país e de Lula no outro. A novidade do quadro atual é a presença de um novo nome na disputa, o senador Flávio Bolsonaro.

A comparação também evidencia que o eleitorado brasileiro fora do país não se comporta de forma homogênea. Enquanto em uma nação do Oriente Médio o nome mais votado passou a ser o do presidente eleito em 2022, em um país do Sudeste Asiático a liderança migrou para um integrante da família Bolsonaro que não esteve naquela corrida presidencial.

O quadro atual desenha, assim, um cenário de alternância: uma inversão favorável a Lula em um país onde Jair Bolsonaro havia vencido, e uma troca de liderança em favor de Flávio Bolsonaro em uma nação que havia escolhido o petista. O contraste entre os dois resultados resume as mudanças em relação ao pleito anterior.