Notas obtidas revelam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) atuou na defesa de réus acusados de homicídio sem cobrar honorários pela atuação, segundo o material ao qual se teve acesso.

Defesa de policiais no caso Vidigal

Entre os casos está a defesa de quatro policiais acusados pela morte de quatro moradores da comunidade do Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro. O senador figura como responsável pela atuação na defesa dos acusados no processo relacionado às mortes na comunidade.

O fato de a atuação ter sido feita de graça chamou a atenção, uma vez que a defesa técnica em casos de homicídio costuma envolver honorários significativos. As notas são o registro documental dessa atuação sem cobrança.

O que as notas mostram

Os documentos comprovam que Flávio Bolsonaro atuou gratuitamente na defesa criminal de réus por homicídio. No caso específico do Vidigal, trata-se da defesa de quatro policiais militares acusados da morte de quatro moradores da comunidade.

A atuação de um parlamentar em exercício como advogado de réus em um caso de grande repercussão é um ponto que tende a gerar questionamentos sobre a compatibilidade entre o mandato e a advocacia, além de levantar dúvidas sobre as razões da gratuidade no serviço prestado.

O caso do Vidigal

O caso envolve a morte de quatro moradores da comunidade do Vidigal, atribuída a quatro policiais que respondem às acusações na Justiça. A defesa dos acusados é um dos pontos centrais do processo, e a atuação de Flávio Bolsonaro nessa frente agora está documentada nas notas.

A comunidade do Vidigal, uma das maiores da zona sul do Rio de Janeiro, foi palco das mortes que motivaram a ação penal contra os policiais. O desfecho do processo depende da instrução criminal em curso.

Próximos passos

Resta saber se a atuação gratuita do senador na defesa dos réus será objeto de apuração ou esclarecimentos adicionais. Até o momento, o que se sabe é o que apontam as notas: Flávio Bolsonaro defendeu, sem cobrança, os quatro policiais acusados pelo homicídio dos quatro moradores do Vidigal, além de outros réus em casos semelhantes.