O senador Flávio Bolsonaro não registrou presença e não participou das sessões em que os senadores discutiram a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho. Apesar de ficar de fora dos debates, o parlamentar cedeu à pressão e votou a favor da matéria.
A sequência evidencia uma contradição: o senador esteve ausente das etapas de discussão da proposta, mas apareceu no momento da decisão para registrar voto favorável. A postura chama atenção porque o texto em análise altera regras que afetam a rotina de trabalhadores de todo o país.
Ausência nos debates
Conforme o registro, Flávio Bolsonaro não compareceu às sessões em que a Casa discutiu a proposta de redução da jornada de trabalho. O senador também não deixou posição registrada durante as discussões e não participou dos debates em plenário sobre o tema.
A PEC do fim do 6×1 trata da mudança nas regras de jornada atualmente permitidas no país. A escala 6×1 é aquela em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de trabalho e tem apenas um dia de folga por semana. A proposta em tramitação busca justamente a redução da jornada de trabalho, ampliando o descanso semanal.
Propostas de emenda à Constituição são textos que alteram a Carta Magna e exigem apoio qualificado do Congresso Nacional para serem aprovadas. Por isso, o posicionamento de cada senador costuma ser acompanhado de perto ao longo da tramitação.
Pressão e voto a favor
Diante da pressão em torno do tema, o senador terminou se posicionando a favor da proposta. O voto favorável foi registrado mesmo sem que o parlamentar tivesse participado das discussões que antecederam a votação, nem registrado presença nas sessões de debate.
Com a decisão, Flávio Bolsonaro passou a integrar o grupo de senadores que apoiaram o fim da escala 6×1. A posição, no entanto, foi assumida apenas no momento da votação, depois de um período de ausência durante os debates da matéria.
A proposta de redução da jornada de trabalho tem impacto direto sobre a rotina de trabalhadores de diferentes setores da economia, que hoje cumprem a escala de seis dias de trabalho com um único dia de descanso semanal.
O posicionamento do senador sobre a PEC do fim do 6×1, portanto, ficou registrado somente no momento da votação, já que o parlamentar não se manifestou nas sessões de discussão da proposta de redução da jornada de trabalho.
