A campanha do PT decidiu levar ao exterior a disputa contra as grandes plataformas de tecnologia. O partido protocolou na Organização dos Estados Americanos (OEA) uma denúncia sobre a chamada “interferência” de big techs no processo eleitoral.
Acusação contra a Meta
No centro da reclamação está a Meta, empresa controladora do WhatsApp. Segundo o PT, a inteligência artificial da plataforma estaria favorecendo o senador Flávio Bolsonaro nas respostas apresentadas aos usuários.
A denúncia menciona ainda outras empresas, mas em menor grau. A Grok, inteligência artificial ligada a Elon Musk, e a rede social X também aparecem no documento apresentado pela campanha.
Disputa levada ao exterior
Ao recorrer à OEA, o PT transforma uma questão que vinha sendo tratada internamente em um tema de repercussão internacional. A escolha do organismo, que reúne países das Américas, indica que a campanha pretende dar visibilidade externa à acusação de que plataformas de tecnologia estariam influenciando o debate eleitoral no Brasil.
A movimentação ocorre em um contexto de crescente atrito entre o setor de tecnologia e os atores políticos brasileiros, especialmente envolvendo o uso de inteligências artificiais na circulação de informações durante campanhas.
Próximos passos
Cabe agora ao organismo internacional analisar a denúncia apresentada pelo partido. Não há, até o momento, posição pública das empresas citadas no documento divulgada pela campanha do PT.
O caso tende a intensificar o debate sobre o papel das big techs e de suas ferramentas de inteligência artificial nas eleições brasileiras, tema que já vem sendo discutido por autoridades eleitorais e pelo Congresso.