Flávio Bolsonaro domina o primeiro turno no Rio Grande do Sul

Flávio Bolsonaro (PL) venceu o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 no Rio Grande do Sul com 55,64% dos votos válidos. O resultado consolidou o estado como uma das principais bases eleitorais do candidato na disputa pelo Planalto.

Lula (PT) terminou atrás do rival no estado gaúcho. O desempenho do petista chama atenção porque a região também se destacou no levantamento municipal publicado pela Jovem Pan, que mapeou os percentuais alcançados pelos presidenciáveis em cada município do país.

Seis cidades gaúchas entre as melhores votações do candidato

Os números municipais mostram a força de Flávio Bolsonaro no interior do estado. Seis dos dez municípios em que o candidato obteve seus maiores percentuais de votação no Brasil ficam no Rio Grande do Sul: Nova Pádua, Nova Bassano, Vespasiano Corrêa, Pinto Bandeira, Arroio do Padre e Monte Belo do Sul.

Nova Pádua apareceu no topo do ranking nacional do presidenciável, com 87,02% dos votos válidos. O percentual representa o maior índice registrado pelo candidato em qualquer cidade brasileira no primeiro turno.

Domínio do PL na Região Sul

A vitória no Rio Grande do Sul reforça o desempenho do PL em toda a Região Sul do país. Flávio Bolsonaro também venceu no Paraná e em Santa Catarina, o que garantiu ao partido a liderança nos três estados que compõem a região.

Os resultados ganham peso adicional quando colocados lado a lado com o ciclo eleitoral anterior. Segundo o levantamento da Jovem Pan, o Sul foi a região em que Lula mais perdeu participação eleitoral em relação ao primeiro turno de 2022.

Olhar voltado para o segundo turno

Com o resultado, Flávio Bolsonaro chega à etapa final da disputa com um colchão expressivo de votos no Sul do país. Manter o ritmo nas cidades do interior gaúcho será um dos objetivos da campanha do candidato do PL.

Do outro lado, Lula terá de recuperar espaço em um território que se mostrou fortemente inclinado ao adversário em 2026. O desempenho no Rio Grande do Sul e nos vizinhos Paraná e Santa Catarina deve influenciar as estratégias das duas campanhas na reta final da eleição presidencial.