A densa fumaça que tomou conta de Manaus tem provocado uma série de prejuízos à saúde dos moradores da capital amazonense. O alerta é de um epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontou ainda uma relação entre o episódio de incêndios e o período eleitoral.
Impactos na saúde da população
Segundo o especialista, a concentração de fumaça na cidade não é um fenômeno inédito. Registros semelhantes já haviam sido observados entre 2019 e 2020, o que indica que a recorrência das queimadas na região representa um problema persistente, e não um evento isolado.
A inalação da fumaça proveniente dos incêndios pode provocar irritação nos olhos, nas vias respiratórias e agravar quadros de doenças respiratórias já existentes. Crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde prévios constituem os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição do ar gerada pelas queimadas.
Relação com o período eleitoral
Na avaliação do epidemiologista da Fiocruz, os incêndios que atingem a região apresentam relação com o período eleitoral. A associação levantada pelo especialista chama a atenção para o contexto em que os episódios de fumaça têm ocorrido na capital do Amazonas.
O especialista destacou que a repetição do problema em diferentes anos reforça a necessidade de atenção das autoridades de saúde pública diante dos efeitos da fumaça sobre a população.
Problema recorrente na região
A experiência vivida entre 2019 e 2020 mostra que a fumaça sobre Manaus já havia comprometido a qualidade do ar na cidade em ocasiões anteriores. A nova onda de queimadas, portanto, reacende o debate sobre os impactos dos incêndios na vida cotidiana dos moradores e sobre a resposta dos órgãos públicos diante da crise.
Enquanto a fumaça permanecer sobre a cidade, a recomendação dos especialistas é que a população redobre os cuidados com a saúde, sobretudo os grupos mais sensíveis aos efeitos da poluição atmosférica.
