Caso ganha projeção internacional
A detenção da influenciadora brasileira Malévola Alves no Egito chamou a atenção de veículos de comunicação de outros países. Nesta quinta-feira, 22, o tabloide britânico The Sun publicou uma matéria sobre o caso, informando que a criadora de conteúdo e sua amiga, Bruna Mercatelli, chegaram a arriscar penas de até dez anos de prisão por causa de vídeos que as autoridades egípcias classificaram como “exibicionismo pornográfico”.
A reportagem britânica descreveu as gravações realizadas pelas duas brasileiras durante uma viagem a passeio. O material incluía danças sensuais, beijos em desconhecidos e gestos de conotação sexual feitos dentro de um carro e pelas ruas de Alexandria.
Acusação do governo egípcio
Malévola, que soma 1,4 milhão de seguidores no Instagram, foi detida na terça-feira, 20. Segundo o Ministério do Interior do Egito, a dupla teria violado os valores morais do país e assediado pedestres.
Apesar da forte repercussão que o caso alcançou, as duas brasileiras foram libertadas já na quarta-feira, 21, após o pagamento de fiança estimada em cerca de 10 mil reais, de acordo com informações da assessoria da influenciadora.
Liberdade após um dia de detenção
O desfecho rápido do caso aliviou a preocupação de amigos, familiares e seguidores das duas criadoras de conteúdo, que acompanhavam a situação desde a notícia da prisão. Ainda assim, a história seguiu circulando em veículos internacionais, que destacaram o contraste entre o comportamento registrado nos vídeos e a rigidez das leis locais.
O episódio reacendeu o debate sobre os limites da produção de conteúdo em países com legislações conservadoras e sobre os riscos que influenciadores podem enfrentar ao gravar materiais durante viagens ao exterior.
