Quatro nomes ligados ao esquema ficam fora dos próximos mandatos
Quatro políticos apontados como envolvidos nas suspeitas de fraudes no INSS não obtiveram votos suficientes para renovar os mandatos nas eleições de 2026, realizadas neste domingo (4). O grupo é formado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), pelos deputados federais Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE) e pelo deputado estadual Edson Araújo (PL), do Maranhão.
Todos figuram em investigações sobre o esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários, alvo de operação da Polícia Federal (PF) e também de apurações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional.
Weverton Rocha tentava a renovação do mandato no Senado e não conseguiu. O senador foi alvo da operação da PF que apura os descontos irregulares. A suspeita é de que ele seria o beneficiário oculto das operações financeiras do esquema, com a atribuição de indicar beneficiários e cobrar repasses.
Suplência e votação baixa
Também citado no esquema, o deputado federal Euclydes Pettersen não conseguiu se reeleger. Presidente dos Republicanos em Minas Gerais, ele foi indiciado pela PF sob a suspeita de ser o principal fiador político da organização criminosa. O parlamentar recebeu pouco mais de 90 mil votos e garantiu apenas a vaga de suplente.
A deputada federal Gorete Pereira também ficou de fora da próxima legislatura. A parlamentar do MDB obteve pouco mais de 3.000 votos. Ela foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto e chegou a usar tornozeleira eletrônica.
Sigilos quebrados pela CPMI
Em nível estadual, o deputado Edson Araújo (PL), do Maranhão, também não renovou o mandato. O parlamentar passou a ser monitorado com tornozeleira eletrônica após ser alvo da mesma operação da PF. Ele ainda teve os sigilos quebrados pela CPMI do INSS, que identificou movimentações financeiras atípicas em suas contas.
A apuração sobre as fraudes no INSS segue em curso. Em nova fase da investigação, a PF mira parentes do senador Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz. Com os resultados das urnas, nenhum dos quatro políticos investigados terá assento no Legislativo a partir do próximo mandato.
