Pernambuco foi às urnas no domingo (4), em eleição que definiu os 49 representantes que ocuparão as cadeiras da Assembleia Legislativa do estado no próximo mandato. O pleito faz parte das eleições de 2026.

Os mais votados

Dani Portela (PT) foi a candidata mais votada de Pernambuco, com 146.123 votos. Em seguida apareceram Gilson Machado Filho (Podemos), com 132.322 votos, e André Ferreira (PL), com 118.868.

Dani Portela declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 96,9 mil. Divorciada, ela nasceu em Recife (PE).

Gilson Machado Filho, também natural da capital pernambucana, é solteiro e informou possuir R$ 916 mil em bens declarados.

Entre os demais eleitos estão Lara Santana (PV), Gustavo Gouveia (Podemos) e Francismar (PSB).

Abstenção, brancos e nulos

A apuração registrou abstenção de 18,18% no estado. Os votos em branco somaram 6,67% do total, enquanto os nulos representaram 4,30%. A abstenção reúne os eleitores que não compareceram ao pleito.

Quociente eleitoral define quem entra

Receber mais votos que um concorrente não assegura, por si só, a vaga na Assembleia. Isso ocorre porque a eleição para o Legislativo estadual adota o sistema proporcional — diferente dos cargos executivos, em que vale a regra majoritária e vence quem obtém a maior votação.

No sistema proporcional, as vagas são distribuídas entre partidos e federações conforme o total de votos recebidos por cada um; só depois são definidos os candidatos que ocuparão as cadeiras.

O quociente eleitoral é o resultado da divisão dos votos válidos pelo número de vagas do cargo em cada estado. Somam-se ao cálculo os votos nominais e os de legenda.

Para se eleger, o candidato precisa de votação igual a pelo menos 10% do quociente eleitoral e deve estar dentro das vagas a que o partido ou a federação dele tem direito na eleição.

É por essa combinação de critérios que um candidato pode receber mais votos que outro e, ainda assim, ficar de fora da Assembleia Legislativa.