O Bradesco anunciou nesta 6ª feira (2.out.2026) que o Conselho de Administração da instituição aprovou a homologação de um aumento de capital de R$ 10 bilhões. A decisão foi tornada pública pelo próprio banco, que também disponibilizou a íntegra do documento com os detalhes da operação.

Como será a emissão de ações

Segundo a informação divulgada, a operação terá a subscrição integral de 604.852.753 novas ações. Desse total, 302.876.396 serão ações ordinárias, com preço de emissão fixado em R$ 15,43 por papel. Outras 301.976.357 correspondem a ações preferenciais, que serão emitidas a R$ 17,64 cada.

Os preços unitários definidos pelo conselho resultam em uma distribuição praticamente equilibrada entre os dois tipos de papel: pouco mais da metade do lote é composta por ordinárias, e o restante, por preferenciais. Entre as duas classes, a diferença de valor é de R$ 2,21 por ação, com as preferenciais a um preço mais alto na emissão.

Capital social e total de papéis

Com o ingresso dos recursos, o capital social do Bradesco passará de R$ 93,77 bilhões para R$ 103,77 bilhões — acréscimo equivalente ao valor do aumento aprovado. A estrutura acionária da companhia também será alterada: ao fim do processo, a instituição terá 11.196.864.781 ações, das quais 5.606.747.177 ordinárias e 5.590.117.604 preferenciais.

Os números indicam que a emissão mantém as duas classes de ações praticamente em paridade, com vantagem estreita para os papéis ordinários.

Homologação depende do Banco Central

A aprovação pelo conselho, no entanto, não encerra o processo. O aumento de capital ainda precisará ser homologado pelo Banco Central, etapa necessária para que a operação seja efetivada.

Como funciona um aumento de capital

Operações dessa natureza consistem na emissão de novas ações pela companhia, com o objetivo de elevar o capital social registrado. Em regra, os acionistas atuais têm direito de preferência na subscrição, o que lhes permite preservar a proporção de participação na empresa. Os recursos captados passam a integrar o patrimônio da instituição.

Na legislação societária brasileira, as ações ordinárias (ON) asseguram direito a voto nas assembleias de acionistas. Já as preferenciais (PN) costumam oferecer prioridade no recebimento de dividendos, mas, em geral, não conferem poder de voto.

Enquanto a homologação pelo Banco Central não ocorre, o mercado acompanha os próximos passos da operação, que alterará a estrutura de capital de um dos principais bancos privados do país.