O presidente Lula afirmou que a comunicação no segundo turno precisa ganhar volume. Na avaliação dele, é hora de fazer ‘mais rádio e mais selfies’ nesta etapa da disputa. A declaração resume a diretriz defendida pelo mandatário: ampliar o espaço de divulgação para tentar reverter o resultado do 1º turno.

Dois canais, uma estratégia

A fórmula citada pelo presidente une dois instrumentos de naturezas bem distintas. O rádio é o veículo tradicional por excelência: chega ao ouvinte no dia a dia, acompanha o público no trabalho, no transporte e no interior do país, e mantém força singular na comunicação política brasileira. A selfie representa o outro extremo: é o registro rápido, espontâneo e sem cerimônia, produzido para circular em redes sociais e criar sensação de proximidade entre a figura pública e o eleitor.

Ao colocar os dois no mesmo plano, o presidente sinalizou que a aposta é cobrir as duas pontas da comunicação: o público alcançado pelos meios tradicionais e a audiência que disputa atenção nas plataformas digitais. Não se trata de escolher um canal, mas de multiplicar a presença em todos eles.

O objetivo declarado

A meta explicitada é reverter o resultado do primeiro turno. Em disputas decididas em segundo turno, o placar da primeira etapa funciona como ponto de partida: quem precisa recuperar terreno depende de ampliar o próprio espaço no debate público — ocupar mais pauta, mais antena e mais telas — para chegar à decisão final com capacidade real de virada.

É nesse contexto que a orientação por ‘mais rádio e mais selfies’ ganha sentido. Ampliar a divulgação significa aumentar a frequência, a variedade e o alcance da mensagem — do microfone ao clique — em vez de restringir a atuação aos formatos já consolidados.

Comunicação como frente central

A fala do presidente indica que a comunicação será tratada como frente central da estratégia no 2º turno. A combinação entre o formato tradicional e o digital reflete um cenário em que nenhum canal, isoladamente, basta para alcançar o eleitorado: o rádio preserva capilaridade e hábito de escuta; as selfies alimentam o ritmo das redes, onde o conteúdo curto e direto dita o compasso do debate.

Ao defender ‘mais rádio e mais selfies’, Lula estabelece, em linguagem coloquial, uma diretriz para a reta final: intensificar a presença em todos os canais disponíveis, do mais convencional ao mais espontâneo, com o objetivo declarado de transformar o quadro desenhado no 1º turno antes da decisão.

A mensagem, portanto, é de expansão: mais divulgação, mais canais, mais contato direto com o público. A orientação deixada pelo presidente é clara — no segundo turno, a comunicação precisa escalar para tentar mudar o resultado.