O número de processos envolvendo plataformas de apostas online cresceu de forma acelerada na Justiça do Rio de Janeiro. Em apenas dois anos, as ações relacionadas às chamadas bets saltaram de 58 para 689 — um avanço superior a 1.000%.

O que motiva as ações

As causas que chegam ao Judiciário fluminense se concentram em três tipos de conflito: apostas ganhas e não pagas pelas empresas, bloqueios de contas de usuários e dificuldades para realizar saques.

No primeiro grupo estão apostadores que afirmam ter obtido ganhos nas plataformas, mas não receberam os prêmios correspondentes. Os demais casos envolvem contas bloqueadas pelas casas de apostas e entraves enfrentados por clientes na hora de retirar o dinheiro depositado.

Os três tipos de demanda têm em comum o fato de opor consumidores a empresas do setor. Em todos eles, o ponto central é o dinheiro do apostador: seja o prêmio de uma aposta vencedora, seja o saldo que deixou de ficar acessível após o bloqueio da conta, seja a tentativa frustrada de saque.

De 58 para 689 em dois anos

A comparação entre os dois momentos dá a dimensão da alta. Enquanto o total registrado no início do período analisado era de 58 processos, dois anos depois o número já somava 689 ações — um volume praticamente doze vezes maior.

O avanço acontece em um cenário de forte expansão das plataformas de apostas no país nos últimos anos.

Apostadores recorrem à Justiça

Diante de prêmios não recebidos, de contas bloqueadas ou de saques negados, apostadores têm procurado o Poder Judiciário para tentar resolver os impasses com as empresas. O movimento faz com que os conflitos envolvendo bets avancem em ritmo acelerado nos tribunais do estado.

Os números indicam que as disputas com casas de apostas deixaram de ser ocorrências pontuais e passaram a integrar de forma relevante a rotina da Justiça fluminense, puxadas sobretudo por questões ligadas a ganhos não pagos, bloqueio de contas e dificuldades de saque.