O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, psiquiatra do Exército americano condenado por assassinar 13 pessoas em um ataque ocorrido em 2009 dentro de uma base militar no Texas. A decisão foi confirmada pelo Pentágono nesta segunda-feira (5).

Recomendação do secretário de Defesa

De acordo com o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, a medida foi recomendada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, e recebeu aval do presidente. O anúncio foi feito por meio de uma publicação na rede social X.

“Recomendou — e o presidente Donald J. Trump aprovou — a pena de morte por pelotão de fuzilamento do Exército dos Estados Unidos para o terrorista condenado Nidal Malik Hasan”, declarou Parnell. A mensagem utiliza o termo adotado pelo governo americano para se referir ao militar condenado pelo crime.

No sistema de justiça militar dos Estados Unidos, sentenças capitais dependem de autorização das autoridades competentes para serem efetivadas. Com o aval de Trump, o caso avança para a fase de concretização da pena.

O ataque de 2009

Nidal Malik Hasan atuava como psiquiatra do Exército dos Estados Unidos quando cometeu o crime. Em 2009, ele assassinou 13 pessoas dentro de uma base militar localizada no estado do Texas. O episódio teve grande repercussão no país na época e, mais de uma década e meia depois, o caso voltou ao centro das atenções com a decisão anunciada nesta semana.

Como funciona a execução por fuzilamento

O pelotão de fuzilamento é um método de execução no qual um grupo de militares armados dispara contra o condenado. A modalidade integra o sistema de justiça militar americano e é aplicada de forma excepcional no país.

A pena de morte permanece prevista na legislação dos Estados Unidos, tanto na esfera federal quanto na militar. A escolha do método de execução varia conforme a jurisdição e a definição das autoridades responsáveis por cada caso.

Próximos passos

O comunicado divulgado nesta segunda-feira (5) não trouxe detalhes sobre a data em que a execução deverá ser realizada. Também não foram informados os próximos passos do processo, que segue sob responsabilidade da justiça militar do Exército americano.