O deputado federal André Janones recorreu ao Instagram para convocar a militância após a derrubada do canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp. A medida, que determinou a suspensão do canal por 48 horas, partiu do ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Decisão da Justiça Eleitoral
A suspensão foi determinada por Kassio Nunes Marques, integrante do TSE. Pela decisão, o ‘Exército do Lula’ ficou indisponível na plataforma de mensagens durante dois dias. O canal, identificado com o apoio ao petista, funciona como espaço de articulação política dentro do aplicativo.
A suspensão temporária é uma das providências que podem ser aplicadas a canais e contas que figuram em decisões da Justiça Eleitoral. No caso analisado, o prazo definido foi de 48 horas, tempo no qual o canal permaneceu fora do ar.
Convocação no Instagram
Conhecido pela atuação intensa nas redes sociais, Janones usou o Instagram para acionar os apoiadores após a confirmação do bloqueio. A convocação feita pelo deputado sinaliza a estratégia da militância de se reorganizar em outras frentes quando um canal de comunicação é afetado por decisão judicial.
A movimentação ocorre em um cenário de forte disputa no ambiente digital, em que partidos, candidatos e movimentos mobilizam suas bases por meio de diferentes plataformas, como WhatsApp, Instagram e Telegram.
Nas redes, lideranças aliadas costumam reagir rapidamente a decisões judiciais que atingem espaços de comunicação usados pela base, utilizando os próprios perfis para mobilizar apoiadores e manter a articulação em movimento.
O papel do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral é o órgão responsável por julgar questões ligadas às eleições no Brasil, incluindo a fiscalização de conteúdos veiculados no período de campanha. Cabe aos ministros da corte determinar providências envolvendo a propaganda e a articulação política no ambiente digital.
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2017, Kassio Nunes Marques integra também o Tribunal Superior Eleitoral, onde atua em julgamentos relacionados à disputa eleitoral.
O caso reforça o embate em torno da atuação da Justiça Eleitoral sobre conteúdos políticos nas plataformas digitais, tema recorrente nos últimos ciclos eleitorais do país.