A disputa presidencial seguirá para o segundo turno. A primeira etapa terminou com o senador Flávio Bolsonaro na frente, com 47,03% dos votos válidos, e o presidente Lula logo atrás, com 45,16%. Como nenhum dos dois alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, a decisão ficará para o dia 25 de outubro.

Números do primeiro turno

A diferença entre os dois é de 1,87 ponto percentual. Flávio Bolsonaro chegou perto da metade dos votos válidos, mas os números não lhe deram os mais de 50% exigidos para vencer já na primeira etapa. Lula, por sua vez, fechou o primeiro turno a menos de dois pontos do rival. Nenhum dos demais candidatos chegou perto dos dois primeiros.

Os percentuais consideram apenas votos válidos, isto é, descontam brancos e nulos. Por isso, os dois líderes somam pouco mais de 92% das preferências, com o restante distribuído entre as outras candidaturas.

Cinco capitais fora da rota dos estados

Um dos pontos que mais chamam atenção no resultado é o comportamento do eleitorado das grandes cidades. Em cinco capitais, o candidato mais votado foi diferente do vencedor no conjunto do respectivo estado — ou seja, o resultado local não repetiu a tendência estadual. O dado indica que a divisão do eleitorado não ocorre apenas entre um estado e outro, mas também dentro deles, com capitais e interior apresentando padrões distintos de voto.

O fenômeno ganha relevância para a etapa final porque as capitais concentram contingentes expressivos de eleitores. Um desempenho descolado do restante do estado em cidades de grande porte pode alterar o placar da disputa.

Caminho até 25 de outubro

No segundo turno, vence quem obtiver a maioria dos votos válidos entre os dois nomes mais votados na primeira etapa. Como a diferença entre eles ficou abaixo de dois pontos percentuais, a decisão tende a ser acirrada.

O contraste entre capitais e demais áreas dos estados também deve seguir no radar das campanhas, já que os resultados mostraram que o mapa do voto pode variar bastante dentro de um mesmo território. A votação de 25 de outubro encerrará a disputa e definirá o nome que ocupará o cargo pelos próximos quatro anos.