O presidenciável do Avante, Cury, anunciou que pretende manter o silêncio durante o segundo turno da eleição presidencial. A declaração foi feita após o candidato encerrar sua participação na disputa na terceira colocação, fora da fase decisiva do pleito, que ficará restrita aos dois nomes mais votados no primeiro turno.
Fora da decisão
Com o terceiro lugar, Cury não avançou à etapa final da corrida pelo Palácio do Planalto. O sistema eleitoral brasileiro reserva o segundo turno aos dois candidatos mais votados quando nenhum deles alcança a maioria absoluta dos votos válidos já na primeira votação.
Ao falar em silêncio, o candidato sinalizou que não pretende se manifestar publicamente ao longo da campanha do segundo turno. Na prática, a postura indica que ele não deve anunciar apoio a nenhuma das duas candidaturas restantes nem participar dos debates e das mobilizações da etapa final. Dessa forma, ele se mantém à margem do embate entre os dois finalistas.
Declarações de candidatos derrotados no primeiro turno costumam ser aguardadas com atenção, já que podem influenciar o comportamento do eleitorado na decisão. A opção de Cury por não se posicionar, portanto, marca uma diferença em relação a essa expectativa.
Despedida da política
Além de se afastar do debate do segundo turno, Cury disse que pretende abandonar a vida política. A afirmação aponta para um recolhimento definitivo: o presidenciável não manifestou intenção de disputar novas eleições nem de seguir atuando em cargos ou funções no campo político.
A decisão encerra a participação do candidato no ciclo eleitoral em que representou o Avante na disputa pelo maior cargo do Poder Executivo. Com o silêncio prometido, a legenda não deverá ter seu nome ligado a declarações ou posições durante o período mais decisivo da corrida presidencial.
Resta agora aos eleitores decidir entre os dois finalistas, enquanto o terceiro colocado cumpre o que anunciou: silêncio em relação ao segundo turno e afastamento da vida pública.
