A segunda rodada de votação nas eleições estaduais de 2026 deverá ampliar a hegemonia conservadora nos governos dos estados e no Distrito Federal. O quadro é apontado pelas pesquisas, que colocam na frente os candidatos apoiados por Flávio na maior parte das disputas que devem seguir para o segundo turno.

Vantagem conservadora nas pesquisas

Os levantamentos mostram os nomes apoiados por Flávio liderando as corridas pelo comando dos Executivos estaduais. O desempenho indica que o bloco conservador tende a sair do pleito fortalecido, com presença ampliada nos governos subnacionais. Se confirmado nas urnas, o resultado desenharia um mapa de governadores predominantemente conservador a partir de 2027.

No Distrito Federal, o mesmo desenho aparece no cenário projetado: a capital do país deve integrar o grupo de unidades da federação sob comando conservador ao fim da disputa.

Exceção no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte surge como a principal chance de contraponto. O presidente Lula tem possibilidades de emplacar um aliado no governo potiguar, apontam as pesquisas. Se a projeção se confirmar, o estado se tornará uma das exceções no mapa político desenhado para depois do segundo turno.

Como funciona o segundo turno

Pela regra eleitoral brasileira, candidatos a governo em estados com mais de 200 mil eleitores precisam alcançar a maioria absoluta dos votos válidos para vencer já no primeiro turno. Quando isso não ocorre, os dois mais votados disputam uma nova rodada, marcada para o último domingo de outubro. O Distrito Federal adota o mesmo critério.

O que está em jogo

Os governos estaduais concentram competências relevantes, como a gestão das polícias militares e a execução dos orçamentos locais, além de peso na articulação política com o governo federal. As escolhas também costumam influenciar as disputas municipais seguintes e a formação das alianças partidárias.

Com a vantagem conservadora desenhada pelos institutos de pesquisa, a reta final da campanha deve concentrar atenção nos estados em que o resultado ainda está em aberto — como o Rio Grande do Norte, onde Lula tenta eleger um aliado.