O presidente nacional do PT, Edinho Silva (PT-SP), coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu nesta terça-feira (13) que houve falhas na organização da candidatura no primeiro turno das eleições. Segundo ele, os problemas já foram corrigidos para a etapa final da disputa.

Em entrevista à rádio CBN, o dirigente admitiu dificuldades na coordenação entre os estados e na produção dos materiais de campanha. A avaliação foi feita depois que o próprio Lula afirmou que sua campanha foi a “menos organizada desde 1989”.

Modelo descentralizado

De acordo com Edinho, a estratégia escolhida foi descentralizar a coordenação e as ações, dando mais autonomia aos comandos estaduais. O objetivo, explicou, era ganhar agilidade na solução dos problemas, mas o modelo não funcionou como o esperado.

“Nós tentamos descentralizar a coordenação da campanha, descentralizar as ações, porque achávamos que essa autonomia dos estados poderia fazer com que nós tivéssemos mais agilidade na resolução dos problemas. É evidente que nós tivemos falhas nessa estrutura”, afirmou o petista.

Para o presidente do partido, a produção de materiais foi o principal gargalo identificado na primeira etapa da disputa. Ele garantiu, no entanto, que a equipe conseguiu resolver o problema.

Mobilização para o 2º turno

Edinho afirmou que a campanha está mobilizada para a etapa final da eleição e que ampliou o apoio de lideranças estaduais, apesar de não ter conseguido aumentar o número de partidos aliados.

O dirigente demonstrou otimismo com o desempenho de Lula no segundo turno e avaliou que o trabalho da campanha e da militância aparecerá nos números das próximas pesquisas eleitorais.

“Nós estamos com um ambiente de mobilização muito forte. Não temos nenhuma dúvida de que a nossa onda é uma onda de crescimento, as pesquisas em breve vão registrar isso”, declarou.

Debates

O petista confirmou ainda que o presidente, que tenta a reeleição, irá aos debates do segundo turno e que quer um “confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL)”.

Nesta semana, devem ser divulgadas duas pesquisas eleitorais presidenciais para o segundo turno, dos institutos Quaest e Datafolha.