A Amazônia Legal registrou, em 2025, o menor desmatamento de toda a série histórica iniciada em 1985. Foram 693 mil hectares de área desmatada no período, a menor marca apurada em 41 anos de monitoramento da floresta. O índice foi verificado durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Menor índice em quatro décadas

Nenhum ano da série, aberta há quatro décadas, havia registrado derrubada tão baixa na região. Com o resultado de 2025, o acompanhamento da Amazônia passa a ter como referência mínima justamente o dado mais recente da série histórica, iniciada quando as medições da floresta começaram a ser feitas de forma sistemática.

Do total de 693 mil hectares desmatados, 639 mil hectares — o equivalente a 92% do montante apurado — integram o dado central divulgado para o ano. O percentual indica que a maior parte do desmatamento registrado em 2025 está concentrada nesse recorte do levantamento.

Amazônia Legal

Criada por lei, a Amazônia Legal é o recorte territorial utilizado para o acompanhamento da floresta e abrange nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, na totalidade, além de parte do Maranhão. A região concentra a maior área de floresta tropical do país e funciona como o principal indicador da pressão sobre a vegetação nativa no Brasil.

Quatro décadas de medições

A série histórica citada no levantamento começou em 1985 e cobre, portanto, 41 anos de registros sobre a floresta. Ao longo desse período, os números passaram a orientar o acompanhamento do bioma e o debate sobre as políticas de proteção ambiental no país.

Com 41 anos de existência, a série oferece uma base extensa de comparação, e cada novo número é avaliado em relação ao conjunto de resultados acumulados desde meados da década de 1980.

A marca de 2025 ganha relevância por se apoiar em uma série longa: com mais de quatro décadas de medições, o levantamento permite comparar anos distintos e avaliar a evolução do desmatamento na maior floresta tropical do mundo.

O dado divulgado para 2025 torna-se, assim, o mais baixo da comparação histórica e deverá servir de parâmetro para as próximas medições da região.