O segundo turno das eleições de 2026 acontece neste domingo (25), das 8h às 17h pelo horário de Brasília. A votação definirá se o próximo presidente da República será Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL). Eleitores de cinco estados e do Distrito Federal também escolherão o governador que ocupará o cargo pelos próximos quatro anos.

Nesta etapa, não haverá eleição para senador, deputado federal nem deputado estadual, já que essas disputas foram decididas no primeiro turno.

Em sete municípios, no entanto, eleitores voltarão às urnas para escolher prefeito e vice-prefeito em eleições suplementares, motivadas por decisões da Justiça Eleitoral que cassaram ou indeferiram candidaturas por problemas jurídicos envolvendo os eleitos em 2024. São eles: Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Macedônia (SP), Martinópolis (SP), Narandiba (SP), Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO).

Municípios do Paraná e de Mato Grosso também responderão a plebiscitos sobre limites municipais e desmembramento de áreas.

Ausência no primeiro turno impede o voto no segundo?

Não. O eleitor que deixou de comparecer no primeiro turno pode votar normalmente no segundo, desde que não tenha pendência com a Justiça Eleitoral. A situação eleitoral pode ser verificada no aplicativo do e-Título ou no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O direito ao voto permanece válido mesmo que a justificativa de ausência no primeiro turno não tenha sido feita. O prazo para justificar essa falta vai até 3 de dezembro.

Quem faltar em ambos os turnos sem justificativa ficará com situação irregular e sujeito a diversas restrições. Para quem não votar na segunda rodada, o prazo para justificar vai até 8 de janeiro de 2027.

Ainda é possível pedir voto em trânsito?

Não. O prazo de solicitação era o mesmo para o primeiro e o segundo turno e se encerrou em 20 de agosto.

O voto em trânsito permite votar fora do local de origem, mas apenas em municípios habilitados no Brasil. Em 2026, 323 mil eleitores solicitaram o recurso para o primeiro turno e 314 mil para o segundo.

Quem pediu o voto em trânsito e não compareceu ao local escolhido deverá justificar a ausência. Não é necessário pedir o retorno ao local de origem: a mudança é desfeita automaticamente após a eleição.

Quais estados terão segundo turno?

Além da disputa presidencial, o segundo turno definirá o resultado para governador no Acre, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte e no Tocantins.

Acre: a governadora Mailza Assis (PP) busca a reeleição contra o senador Alan Rick (Republicanos). No primeiro turno, Mailza obteve 49,76% dos votos válidos, ante 32,27% do adversário.

Amazonas: o senador Omar Aziz (PSD) enfrenta a candidata Professora Maria do Carmo (PL). Aliado de Lula, o ex-governador (2010-2014) lidera com 40,63% dos votos; a empresária do setor educacional teve 24,49%.

Distrito Federal: Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) concorrem ao governo. A atual governadora, em busca da reeleição, obteve 49,93% dos votos válidos, contra 34,47% do ex-deputado distrital.

Espírito Santo: o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), apoiado por Flávio Bolsonaro, enfrenta o atual governador, Ricardo Ferraço (MDB). Pazolini teve 49,65% dos votos; Ferraço, que assumiu o Executivo após Renato Casagrande (PSB) deixar o cargo para disputar o Senado, marcou 34,06%.

Rio Grande do Norte: Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) disputam um dos resultados mais apertados da primeira rodada, com diferença de menos de um ponto percentual. Allyson obteve 36,94% dos votos válidos; o petista, 36,16%.

Tocantins: a senadora Professora Dorinha (União Brasil) enfrenta o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB). A senadora registrou 45,52% dos votos válidos; o empresário, 43,94%.

É possível votar sem título de eleitor?

O título de eleitor não é obrigatório no dia da votação.