O PSB montou uma lista com 15 candidatas a deputada federal para as eleições de 2026 e colocou o grupo entre as prioridades da legenda. A aposta tem um objetivo claro: fazer com que pelo menos 40% da futura bancada do partido na Câmara dos Deputados seja formada por mulheres.
Hoje, o PSB conta com 17 parlamentares na Câmara, dos quais apenas quatro são mulheres — menos de um quarto do total. A meta da legenda é eleger até 25 deputados federais. Se o objetivo for alcançado, os 40% de representação feminina equivaleriam a cerca de dez cadeiras, mais que o dobro do número atual.
Candidatas de todas as regiões
As 15 escolhidas estão distribuídas por todas as regiões do país. O Sudeste concentra o maior grupo, com cinco candidatas. Uma das apostas é a vereadora de Curitiba Camilla Gonda (PR), mulher mais jovem da Câmara Municipal da capital paranaense.
Integram a lista também deputadas federais, entre elas Tabata Amaral (SP), Lídice da Mata (BA) e Andreia Siqueira (PA). Lídice da Mata acumula experiência na política nacional: participou da Constituinte e comandou a prefeitura de Salvador.
O grupo reúne ainda deputadas estaduais, como Marina Helou (SP) e Andrea Werner (SP), e a vereadora de Goiânia Aava Santiago (GO).
Completam a relação Tati Roque (RJ), Manu Pedroso (ES), Tatiana Lemos (GO), Isaura Lemos (GO), Elisângela Araújo (BA), Andreza Romero (PE), Eliane Soares (PE) e Ursula Vidal (PA).
Com nomes em estados como Paraná, São Paulo, Bahia, Pará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Pernambuco, o partido tenta garantir capilaridade nacional à estratégia.
Programa Lidera 40
A estratégia ganhou o nome de Lidera 40, em referência ao número do partido na urna. O programa foi desenhado para fortalecer as campanhas das candidatas, dar mais visibilidade às mulheres na disputa e ampliar a representação feminina no Congresso Nacional.
As senadoras Simone Tebet (SP) e Soraya Thronicke (MS) foram escaladas como madrinhas da iniciativa, com a função de dar respaldo e visibilidade ao projeto.
Na reta final da campanha para as eleições de 2026, o PSB usa o programa para tentar converter a lista de candidatas em votos e, com isso, ampliar sua força na Câmara a partir de 2027.
