O candidato à Presidência Flávio votou a favor do fim da escala 6×1 de trabalho. O posicionamento veio depois da assinatura da PEC do Trabalho Flexível, proposta vinculada ao debate sobre flexibilização das regras de jornada no país.
Apesar do voto favorável ao encerramento do esquema, Flávio criticou a proposta em análise e apontou outro caminho: a negociação da jornada de trabalho e a remuneração por hora efetivamente cumprida pelo empregado.
Como funciona a escala 6×1
O modelo 6×1 organiza a jornada do trabalhador em seis dias consecutivos de serviço e uma folga. Na prática, o ciclo se repete semana após semana, com apenas um dia de descanso no período.
O fim desse formato é tema de discussão no Congresso Nacional e ganhou espaço no debate público. Ao votar pela extinção do regime, Flávio passou a figurar entre os favoráveis à mudança, posição acompanhada de ressalvas ao desenho da proposta apresentada.
Assinatura da PEC do Trabalho Flexível
Antes de se posicionar sobre a 6×1, Flávio assinou a PEC do Trabalho Flexível. Uma proposta de emenda à Constituição altera o texto constitucional e segue regras próprias de tramitação, com exigência de quórum qualificado para aprovação.
A assinatura do texto sinaliza adesão do político à pauta da flexibilização. O gesto ganha relevo no atual contexto, no qual o candidato equilibra o apoio ao fim da 6×1 com a defesa de um modelo alternativo de organização do trabalho.
Crítica à proposta e modelo defendido
Flávio criticou a proposta em discussão e sustenta que a solução para a questão da jornada passa pela negociação. Ao lado desse ponto, defende a remuneração por hora trabalhada como base do novo arranjo.
No formato de pagamento por hora, o salário corresponde ao tempo efetivamente prestado. A lógica difere do padrão de carga fixa mensal, em que a remuneração acompanha um conjunto predeterminado de horas no período.
A negociação da jornada, por sua vez, abre espaço para que as condições de trabalho sejam ajustadas entre as partes envolvidas, em vez de seguirem automaticamente um formato único para todos os casos.
A combinação de posições — voto pelo fim da 6×1, assinatura da PEC do Trabalho Flexível e crítica ao texto em exame — desenha o posicionamento do presidenciável no tema. A defesa da jornada negociada e do pagamento por hora marca a alternativa apresentada pelo candidato ao formato proposto.