A dianteira construída por Lula (PT) no Nordeste na votação deste domingo (4) não bastou para anular o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) nas regiões de maior peso eleitoral do país. O senador encerrou o 1º turno na frente, com 56,1 milhões de votos (47,03%), contra 53,8 milhões do petista (45,16%) — uma diferença de 2,2 milhões.
Com o resultado, Flávio superou a marca obtida pelo pai, Jair Bolsonaro, que no 1º turno de 2002 somou 51 milhões de votos, contra 57,2 milhões de Lula.
Vantagem de Lula no Nordeste
Em 2026, Lula registrou os maiores saldos de votos justamente no Nordeste, região onde venceu em todos os estados. O petista acumulou diferenças superiores a 3,2 milhões de votos na Bahia, 1,8 milhão em Pernambuco e 1,8 milhão no Ceará. No total, o saldo de Lula na região chegou a 11 milhões de votos.
Força de Flávio no Sudeste e no Sul
O desempenho nordestino do petista, porém, foi contrabalançado pelos ganhos de Flávio Bolsonaro em estados de maior peso eleitoral. Fora do Nordeste, o candidato do PL acumulou 13 milhões de votos a mais que o adversário.
O destaque é São Paulo, onde o senador abriu vantagem de 3,4 milhões de votos, o maior saldo da disputa. Os resultados no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo também pesaram a favor do PL.
Juntas, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reúnem mais de 40% do eleitorado nacional. Só os saldos conquistados por Flávio em São Paulo e no Rio já reduziram boa parte da vantagem construída por Lula nos estados nordestinos.
A atuação do senador no Sudeste foi reforçada pelos números positivos no Sul, sobretudo no Paraná e em Santa Catarina, onde as diferenças ultrapassaram 1,8 milhão de votos.
Equilíbrio nacional
Assim, ainda que Lula tenha obtido ampla folga no Nordeste, a margem não foi suficiente para colocá-lo à frente na votação deste domingo. O peso eleitoral dos maiores colégios do Sudeste e a vantagem de Flávio nos estados do Sul equilibraram a disputa nacional e garantiram ao senador saldo superior na soma dos estados.
