O presidente do Partido Missão e ex-candidato à Presidência, Renan Santos, afirmou em entrevista à Jovem Pan que não pretende sequer sair de casa no segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25). Segundo ele, integrantes das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm cobrado um posicionamento sobre um possível apoio a um dos candidatos.
Renan explicou que recusa dar aval a qualquer um dos dois presidenciáveis. “Eu vejo gente da campanha de ambos pedindo pra gente se posicionar. Falei: ‘Não vou me posicionar sobre nada. Durante os debates em que eu poderia me posicionar de maneira contrária ao Lula e ao Flávio, vocês não quiseram estar comigo. Então, agora vocês querem que eu me posicione a favor? Não vou fazer isso de maneira alguma’,” declarou.
Crítica à polarização
O ex-candidato, que já havia afirmado em outras ocasiões que não apoiaria nem Flávio nem Lula na disputa, destacou que a polarização entre o PT e o bolsonarismo reduziu o espaço para alternativas políticas. De acordo com ele, parte do eleitorado chegou à votação sem sequer considerar opções fora dos dois nomes.
Avaliação do debate
Ao comentar o único debate presidencial, realizado no último domingo, Renan avaliou que os dois concorrentes “pareciam dois idiotas”. Para ele, a estratégia dos candidatos de atacar “pontos sensíveis” não surtiu efeito, porque o brasileiro “não tem dado a mínima pra corrupção”.
“O Brasil não dá a mínima para a corrupção. Esse foi para mim o grande erro do Lula e do Flávio no debate, porque eles ficam se chamando mutuamente de ladrões, sabendo que nenhum deles liga para isso. Você tá falando pro eleitor do Lula que o Lula é bandido. Qual é a novidade? E o do Flávio também”, afirmou.
Renan ainda citou os escândalos envolvendo o senador. “O escândalo do Flávio da rachadinha surge em 2018, pô. 8 anos atrás. São 8 anos consistentes de escândalos do Flávio Bolsonaro. É master, é INSS, é compra da casa, é rachadinha, é relação com o bacelar”, disse o presidente do Missão.
Próximos passos
Após obter mais de 2,6 milhões de votos na corrida presidencial, o ex-candidato prometeu manter sua presença no debate público e ampliar o espaço político de seu grupo. O objetivo, segundo ele, é conquistar cargos nas próximas eleições municipais, tanto na disputa por prefeituras quanto nas câmaras de vereadores.
