O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, enviou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando que sejam levantados seus sigilos bancário e fiscal.
Condicionante ao adversário
A autorização, no entanto, vem acompanhada de uma condição: que o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, também concorde com o levantamento de seus próprios sigilos. A medida foi protocolada no tribunal eleitoral no contexto das ações em tramitação envolvendo os candidatos à Presidência.
A iniciativa de Lula ocorre em meio ao debate sobre a transparência das contas dos candidatos nas eleições. Ao autorizar o acesso a suas informações financeiras, o petista busca pressionar o campo adversário a adotar postura semelhante.
Contexto no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral é o órgão responsável por julgar questões relacionadas às eleições, incluindo pedidos envolvendo a vida fiscal e financeira dos postulantes a cargos eletivos quando relevantes para o processo eleitoral.
O requerimento do presidente candidato foi formalizado por meio de petição protocolada na corte nesta terça. Cabe agora ao tribunal analisar o pedido e, caso haja manifestação do lado oposto, avaliar a eventual reciprocidade sugerida pelo petista.
Até o momento da publicação desta matéria, não havia posição oficial divulgada pela defesa ou pelo mandato do senador Flávio Bolsonaro sobre o convite à reciprocidade feito por Lula.
Próximos passos
Com o protocolo do requerimento, a expectativa é de que o TSE se pronuncie sobre o pedido e sobre os desdobramentos da condicionante apresentada. O caso deve movimentar os bastidores da campanha eleitoral nos próximos dias, dada a repercussão política da proposta de levantamento simultâneo dos sigilos dos dois lados.
O Último Post acompanha o caso e actualizará esta reportagem assim que novas informações forem confirmadas.
