O presidente Lula (PT) anunciou que vai acionar a Polícia Federal (PF) para investigar o caso envolvendo o atacante Richarlison, do Tottenham, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz. A disputa diz respeito a uma mansão avaliada em 10 milhões de reais na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), cobrada pelo jogador.
Nas redes sociais, o petista se referiu ao atleta como “o nosso querido, famoso, conhecido por pombo, conhecido pelo pai do bebê na internet”, ex-jogador do Fluminense e hoje no clube inglês. Segundo Lula, o rapaz comprou a ilha por 10 milhões de reais e “de repente viu a ilha desaparecer”. O presidente afirmou que pedirá à PF apurar onde teria ocorrido o suposto golpe contra o atleta e garantiu: “Tenha paciência que as coisas vão ser esclarecidas”.
O caso Richarlison
Richarlison cobrou de Flávio Bolsonaro, nome do PL, e do advogado Willer Tomaz a devolução de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o atacante apresentou documentos ligados à homologação da compra do terreno, no valor de 10 milhões de reais, realizada durante a pandemia de Covid-19.
Segundo o jogador, ele indenizou os antigos moradores da área, por meio de um acordo formalizado em cartório. A aquisição foi feita em sociedade com Alencar da Silva Júnior, ex-deputado estadual de Minas Gerais.
“Fala aí, galera. Estarei mostrando aqui agora os documentos que comprovam que eu comprei a ilha. Foi tudo na frente do juiz. Foi tudo na frente do desembargador do Rio de Janeiro. Foi tudo correto”, declarou o atleta, que também relatou a necessidade de documentação da Marinha no período em que morou no local. “Eles levaram documentação com a tal de SPU e vou deixar o número do processo para vocês estarem acompanhando também”, completou.
Proposta recusada
De acordo com Richarlison, Flávio Bolsonaro chegou a apresentar uma proposta para comprar o terreno, mas a oferta foi recusada pelo jogador. Ele afirma que, após a negativa, houve uma rápida transferência da posse do imóvel na Justiça.
O atleta também questionou a atuação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão responsável pela regularização de ocupações em áreas federais.
A apuração é da revista Crusoé, que detalha o caso em conteúdo exclusivo para assinantes.
