A grande onda – interminável – de SUVs que o mercado brasileiro vive atualmente começou de forma bem mais modesta. Foi em 2017 que o Honda WR-V chegou ao país, em um momento em que as opções desse segmento ainda eram relativamente poucas e a febre dos utilitários esportivos estava apenas engatinhando.
O contexto de 2017
Quando o WR-V foi lançado, o consumidor brasileiro tinha bem menos alternativas do que tem hoje. O modelo, derivado da plataforma do Fit, se destacava pelo visual aventureiro, pela posição de dirigir elevada e pela reputação de confiabilidade que a Honda construiu ao longo dos anos no mercado nacional. Naquela época, isso era suficiente para torná-lo uma escolha bastante racional para quem buscava um compacto elevado.
O cenário, porém, mudou radicalmente. A febre dos SUVs transformou o mercado: praticamente todas as montadoras passaram a oferecer utilitários esportivos compactos no Brasil, com motorizações turbo, câmbios automáticos modernos, tecnologia de conectividade e pacotes de assistência à segurança cada vez mais completos.
Por que o WR-V envelheceu
Visto sob essa ótica, o WR-V perdeu espaço justamente porque o mercado que ele ajudou a criar cresceu e se sofisticou. O modelo seguiu fiel à receita que funcionava em 2017: motor aspirado, câmbio automático convencional e uma lista de equipamentos que já não impressiona diante dos rivais atuais.
Não se trata de um carro ruim. A mecânica continua sólida, o custo de manutenção segue competitivo e a durabilidade é um dos pontos fortes da marca. O problema é que a concorrência avançou em conforto, desempenho e tecnologia, enquanto o WR-V permaneceu essencialmente o mesmo produto de seu lançamento.
Conclusão
Em resumo, o Honda WR-V seria uma ótima opção entre os SUVs vendidos no Brasil – se estivéssemos em 2017. No mercado atual, porém, ele precisa lidar com uma concorrência muito mais numerosa e preparada, o que faz com que seus argumentos de venda pesem menos na decisão de compra do consumidor.