Entre as dezenas de raças caninas espalhadas pelo mundo, cada uma apresenta traços físicos e temperamentos próprios. Algumas se destacam pela pelagem, pelo porte ou pela energia, mas há também aquelas que chamam a atenção justamente pela fisionomia: são os cães com cara de triste, ainda que estejam felizes e confortáveis.

Essa aparência melancólica costuma vir de características naturais, como olhos caídos, orelhas compridas, excesso de pele no rosto e rugas ao redor do focinho. A expressão, porém, não traduz necessariamente o estado emocional do animal: muitos desses cães são brincalhões, carinhosos e sociáveis, e demonstram alegria pelos movimentos do corpo e pelas interações afetuosas.

Basset hound

Originário da França e também desenvolvido na Grã-Bretanha, o basset hound está entre as raças mais conhecidas pela expressão melancólica. Os olhos caídos, as orelhas extremamente longas e as dobras de pele ao redor do rosto criam essa aparência de tristeza. De porte médio, o cão tem corpo alongado, sustentado por pernas pequenas e fortes, e pelagem curta, lisa e densa, em combinações de branco, preto, marrom e outras tonalidades típicas dos farejadores. Apesar do rosto sério, costuma ser tranquilo, afetuoso e sociável.

Bloodhound

Raça de origem europeia, historicamente ligada à Bélgica e depois aprimorada na Grã-Bretanha, o bloodhound é reconhecido pela pele solta, pelas rugas profundas na cabeça, pelas orelhas compridas e pelos olhos caídos, traços que formam uma fisionomia bastante melancólica. É um cão de grande porte, com pelagem curta, densa e resistente, encontrada em preto e castanho, fígado e castanho ou vermelho. No convívio familiar, costuma ser dócil, paciente e afetuoso.

São bernardo

Vindo dos Alpes suíços, o são bernardo ficou conhecido por sua atuação em operações de resgate nas regiões montanhosas. Além do tamanho impressionante, a raça apresenta cabeça volumosa, olhos de expressão suave, pálpebras levemente caídas e bochechas pendentes, que podem transmitir uma imagem de tristeza. A pelagem pode ser curta ou longa, densa e geralmente branca, com manchas avermelhadas ou castanhas. Apesar do porte, o temperamento costuma ser calmo, paciente e carinhoso.

Mastim napolitano

De origem italiana, o mastim napolitano é uma raça de grande porte que chama a atenção pela estrutura robusta e pelo excesso de pele solta na cabeça e no pescoço. As rugas profundas, os olhos parcialmente cobertos pelas dobras e as bochechas pendentes compõem uma expressão séria e melancólica. O pelo é curto, denso e liso, em cores como cinza, preto, mogno e fulvo. Usado historicamente como cão de guarda, tem forte instinto de proteção e costuma ser muito apegado à família.

Clumber spaniel

Desenvolvido na Inglaterra, ainda que existam relatos de possíveis ancestrais franceses, o clumber spaniel exibe uma fisionomia naturalmente sonolenta e triste. Olhos profundos, pálpebras caídas, orelhas compridas e cabeça larga reforçam essa aparência. O corpo é alongado, com pernas relativamente curtas, e a pelagem é abundante, densa e predominantemente branca, podendo ter manchas alaranjadas ou amareladas. Na convivência com a família, costuma ser dócil, tranquilo, inteligente e carinhoso.

Buldogue inglês

Originário da Inglaterra, o buldogue inglês é identificado pelo rosto achatado, pelas rugas profundas, pelas bochechas caídas e pelos olhos arredondados, características que podem transmitir tristeza ou preocupação. De porte médio, tem corpo compacto, musculoso e robusto, com peito largo e pernas relativamente pequenas. A pelagem é curta, lisa e fina, nas cores branco, fulvo, vermelho e tigrado. Por trás da aparência séria, costuma ser afetuoso, sociável e bastante apegado à família.