A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) anunciou, nesta quinta-feira (22), que pretende ocupar a Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. O objetivo declarado é pressionar pela destinação pública da área e transformá-la em um centro de formação voltado a jovens.

Segundo a parlamentar, a ocupação terá caráter reivindicatório. A proposta é que a ilha seja destinada a fins coletivos, com atividades voltadas à formação de jovens, em vez de permanecer sob uso privado.

Centro de formação

De acordo com o anúncio, o espaço previsto para o local funcionaria como um centro de formação de jovens. A deputada defende que a gestão da área seja pública e que o uso prioritário seja social, com atividades educativas e formativas. A ideia é que o local possa receber projetos voltados à capacitação e ao desenvolvimento de adolescentes e jovens.

Marina do MST é deputada estadual pelo Rio de Janeiro e filiada ao Partido dos Trabalhadores. O nome pelo qual é conhecida remete ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que marca sua trajetória política.

O pano de fundo

O anúncio ocorre em meio à disputa pública em torno da ilha, que envolve o atacante Richarlison e o senador Flávio Bolsonaro. O caso teve ampla repercussão e colocou a Ilha Comprida no centro do debate sobre o destino de áreas valorizadas do litoral fluminense.

No contexto dessa polêmica, a deputada passou a defender que a área seja revertida ao uso público. Para a parlamentar, a ocupação anunciada é uma forma de cobrar a concretização dessa destinação.

Até o fechamento desta reportagem, não havia detalhes sobre data ou formato previstos para a ocupação, nem informações sobre eventuais medidas judiciais ou administrativas relacionadas à ilha.

A Ilha Comprida fica em Angra dos Reis, município do litoral sul do estado do Rio de Janeiro, na chamada Costa Verde. A região reúne diversas ilhas e áreas de preservação, e a destinação de terrenos e unidades como essa costuma envolver questões fundiárias e ambientais.