Mais uma edição do Match Eleitoral, ferramenta criada pela Folha em parceria com o Datafolha, foi lançada para as eleições que definirão os próximos representantes do Congresso Nacional. A plataforma auxilia o eleitor de São Paulo na escolha de candidatos a deputado federal e ao Senado e já conta com 648 nomes cadastrados. A seguir, entenda como funciona a metodologia.
Coleta de dados
O banco de informações da plataforma é formado pelos nomes e contatos dos candidatos, requisitados pelo Datafolha a todos os partidos. Outras fontes partidárias também foram consultadas, como as listas da Câmara dos Deputados e da Justiça Eleitoral.
Estão cadastrados 636 postulantes à Câmara Federal — 56,2% do total de 1.132 candidatos à Câmara — e 12 concorrentes ao Senado; apenas Marina Silva e Simone Tebet não responderam. O conjunto equivale a cerca de 50% dos inscritos no estado e reúne concorrentes dos 27 partidos. A base segue sendo alimentada até o dia da eleição, mediante solicitação dos candidatos para participar.
As opiniões e informações foram coletadas por meio de entrevistas telefônicas e questionários online enviados aos postulantes. Somente questionários completos, com respostas dos próprios entrevistados, foram incorporados ao aplicativo. Não houve consulta externa sobre as posições dos participantes.
As 22 perguntas e o cálculo do match
Foram estruturadas 22 questões objetivas, aplicadas em escala de concordância ou discordância, total ou parcial, abrangendo economia, comportamento e outras pautas do debate eleitoral para a próxima legislatura do Congresso Nacional.
As mesmas perguntas respondidas pelos candidatos compõem o núcleo de respostas do aplicativo que gera o match. Cada resposta do eleitor e cada resposta do candidato recebe uma pontuação. Na sequência, para ajustar o grau de afinidade entre representante e representado e reduzir a possibilidade de empates, o resultado é ponderado pelo nível de importância que o eleitor atribui a cada tema.
Privacidade e armazenamento
Folha e Datafolha garantem a privacidade dos usuários do aplicativo. As respostas são armazenadas, mas não identificadas, para fins técnicos. O registro é necessário para permitir o compartilhamento dos resultados, caso o usuário deseje, e para que o leitor possa refazer o match sem precisar preencher tudo novamente.
Os dados também podem ser utilizados em estatísticas internas da Folha, exclusivamente para acompanhar, de forma sempre anônima, o perfil de quem mais se interessou pela ferramenta — por exemplo, se há mais mulheres ou mais jovens entre os usuários.
Candidatos ou terceiros não têm acesso a quem, ou a quantas pessoas, visualizaram cada perfil. A relação é sempre de mão única: apenas o eleitor fica sabendo com quem combina.
