O MDB chega ao segundo turno da eleição presidencial de 2026 dividido entre as candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro. A ausência de uma posição única da legenda na disputa foi confirmada em nota divulgada pelo próprio partido e publicada pela Jovem Pan.

Dez diretórios estaduais declararam apoio à candidatura de Lula. Todos eles estão localizados nas regiões Norte e Nordeste, o que desenha um padrão regional claro na distribuição das preferências internas da sigla.

O presidente nacional do partido, Baleia Rossi, afirmou que os outros 17 estados apoiarão Flávio Bolsonaro. A declaração formalizou o racha: o MDB entra na etapa final da campanha presidencial com seus diretórios orientados em direções opostas.

Divisão segue lógica regional

O racha interno acompanha a geografia eleitoral do país. Os dez diretórios que declararam apoio a Lula estão concentrados no Norte e no Nordeste. Já o grupo de 17 diretórios apontado por Baleia Rossi como favorável a Flávio Bolsonaro inclui estados do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste, além de parte do próprio Norte e do Nordeste.

Na prática, a legenda chega ao eleitorado com dois blocos distintos: enquanto um deles sustenta a candidatura de Lula, o outro defende a de Flávio Bolsonaro. O quadro evidencia que o comando nacional, conduzido por Baleia Rossi, não impôs uma orientação única aos diretórios estaduais para a votação final.

Reta final da campanha

A nota do partido consolidou o retrato da divisão: de um lado, os dez diretórios pró-Lula; de outro, os 17 estados mencionados pelo presidente nacional da sigla. O documento não indicou, portanto, uma linha única de apoio ao longo do segundo turno.

O cenário coloca o MDB em situação atípica na disputa presidencial. Em vez de um posicionamento unificado, a legenda opera com duas orientações paralelas, definidas pela localização de cada diretório estadual. O quadro deve permanecer em evidência até a votação que definirá o próximo ocupante do Palácio do Planalto.