Um total de 26,5 milhões de pessoas ainda mantinha R$ 1,33 bilhão em plataformas de apostas de quotas fixas, as chamadas bets, de acordo com dados do Ministério da Fazenda levantados até esta segunda-feira (5).

O prazo para que esses usuários retirem os valores encerra às 23h59 desta segunda. A data-limite consta da medida provisória que determinou a proibição do funcionamento das casas de apostas no país.

Com o fim do período, encerra-se a janela para o resgate voluntário dos saldos mantidos nas plataformas. A recomendação do governo é de que os apostadores peçam a retirada dos recursos ainda hoje.

Quem não sacar não perde o dinheiro

Os usuários que deixarem de fazer o saque até o fim do prazo não terão prejuízo financeiro. Nesses casos, a devolução dos valores será realizada posteriormente pelos bancos responsáveis por operar os pagamentos das empresas de apostas. A garantia vale para todos os apostadores com saldo positivo nas plataformas.

Nessa hipótese, o reembolso não ocorre de imediato: cabe às instituições financeiras que operam os pagamentos das casas de apostas efetuar a devolução mais adiante.

Maioria das contas concentra saldo baixo

Segundo o Ministério da Fazenda, a maior parte das contas com saldo positivo guarda valores pequenos. Os números se referem às contas com valores disponíveis para saque: cerca de 92% delas possuem menos de R$ 10, enquanto mais de 96% concentram menos de R$ 25.

Ainda assim, os usuários precisam solicitar o resgate dentro do prazo fixado. Mesmo com saldos individuais reduzidos na maior parte das contas, o total retido nas plataformas chega a R$ 1,33 bilhão, somados os valores dos 26,5 milhões de apostadores.

O fim do prazo de saque integra o processo de desativação das bets no Brasil, definido pelo governo federal. O calendário da medida provisória que vetou a operação das plataformas de apostas chega, nesta segunda, à etapa final do resgate direto pelos usuários.