A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) articula nesta semana a entrada do Republicanos no bloco de apoios à sua candidatura no segundo turno das eleições presidenciais. A expectativa é de que a legenda, presidida pelo deputado federal Marcos Pereira (SP), formalize o embarque nos próximos dias.
A negociação avança em duas frentes: um encontro entre Flávio e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o diálogo mantido entre o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e Pereira.
“Logo após o resultado, fiz uma ligação para o Marcos Pereira e marcamos uma conversa nesta semana aqui, em Brasília. Acho que vamos caminhar bem”, afirmou Marinho. Segundo ele, “quase a unanimidade” da sigla já apoiou o candidato no primeiro turno, e a maioria do partido tende a permanecer ao lado do presidenciável.
Encontro com Tarcísio
Flávio e o governador de São Paulo, reeleito já no primeiro turno, devem se reunir na noite desta segunda-feira (5), em Brasília, e anunciar as estratégias conjuntas para a campanha nesta terça (6).
Onda de apoios
O candidato do PL pretende usar a primeira semana do segundo turno para consolidar uma sequência de endossos de partidos do centrão e de candidatos derrotados. Entre os nomes estão Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), cujos apoios foram confirmados nesta segunda, além de siglas como PP, União Brasil e Republicanos.
A campanha aguarda ainda a consolidação do endosso da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, nesta terça, após reunião entre as legendas. O apoio de Caiado será oficializado no mesmo dia, quando Flávio viajará a Goiás para um encontro com o ex-governador.
De acordo com Marinho, Flávio também deve receber em Brasília outros governadores eleitos pelo PL para reforçar o pedido de votos ao presidenciável em suas regiões.
Pressão sobre o STF
Em outra frente, a campanha pretende pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) diante do que classifica como interferências da corte sobre o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para favorecer o adversário, o presidente Lula (PT).
Nesta terça, Marinho terá uma reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, para tratar do tema.
Congresso alinhado
Marinho afirmou ainda que, caso Flávio seja eleito, a expectativa é de ter presidentes da Câmara e do Senado alinhados ao novo governo. Para o senador, diante da votação expressiva do PL, que conquistou a maioria nas duas Casas, ao menos uma delas deveria ser presidida por um nome do partido.
