O primeiro turno da eleição presidencial de 2026 registrou 4,77% de votos brancos e nulos, de acordo com os dados apurados até a última atualização desta reportagem. O índice corresponde à soma de 1,84% de votos em branco e 2,93% de votos nulos.
Percentual fica próximo ao de 2022
O patamar verificado neste ano se manteve semelhante ao da eleição de 2022, quando brancos e nulos somaram juntos 4,41% do total — 1,59% de votos em branco e 2,82% de nulos. Em relação àquele pleito, portanto, houve apenas uma leve alta na soma das duas modalidades de voto. O índice de 2022, aliás, já representava queda expressiva frente a 2018, quando a soma dos dois tipos de voto atingiu 8,79%.
Série histórica das eleições presidenciais
Veja, abaixo, a evolução da soma dos votos brancos e nulos nas disputas presidenciais ao longo das últimas décadas:
1994: 4,06% | 1998: 18,7% | 2002: 10,39% | 2006: 8,41% | 2010: 8,64% | 2014: 9,64% | 2018: 8,79% | 2022: 4,41% | 2026: 4,77%
Queda em relação aos anos 1990
Os números de 2026 evidenciam a redução desse tipo de voto em comparação com as disputas da década de 1990. Em 1998, por exemplo, brancos e nulos chegaram a somar 18,7% do total, o maior percentual de toda a série histórica. Naquela eleição, o índice resultou da combinação de 8,03% de votos em branco e 10,67% de nulos. O contraste com 1994 é grande: naquele ano, a soma havia ficado em apenas 4,06%. Desde então, o indicador apresentou trajetória de recuo.
Tendência das últimas eleições
Apesar do leve aumento em relação a 2022, o resultado deste ano confirmou a tendência observada nas duas últimas eleições presidenciais: a proporção de eleitores que optam por anular o voto ou votar em branco segue abaixo dos níveis registrados no passado, afastando-se dos percentuais elevados vistos, sobretudo, no fim dos anos 1990.
Assim, mesmo com a variação pontual de 2026, os dados mostram que os votos brancos e nulos permanecem em patamares bem distantes dos registrados entre 2002 e 2018, quando o índice superou 8% em todos os pleitos.
