O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem contado a integrantes de sua equipe de campanha que finalmente se rendeu ao celular como ferramenta de comunicação. Segundo aliados, ele promete ser mais ativo no uso do aparelho em um eventual quarto mandato.

Virada digital no segundo turno

O petista sempre foi resistente a selfies e redes sociais, mas teria compreendido a relevância do formato para a disputa eleitoral. Neste segundo turno, Lula adquiriu um celular — aparelho que não possuía — e passou a gravar vídeos em formato de selfie.

A estratégia é avaliada pela campanha como bem-sucedida. Segundo o próprio grupo do presidente, os vídeos geraram grande engajamento nas redes sociais e também em grupos de WhatsApp, canal considerado essencial para alcançar eleitores de forma direta.

Do general ao marechal

Um auxiliar da campanha brinca, em tom de zombaria afetiva, com a hierarquia digital do petismo. Se o deputado federal André Janones (Rede-MG) é o “general” do chamado “Exército de Lula”, o próprio presidente agora seria uma espécie de “marechal” — referência ao fato de ele mesmo ter assumido a produção de conteúdo no aparelho.

A comparação ilustra a mudança de postura de Lula, que historicamente deixava a operação de redes sociais a cargo de terceiros e demonstrava desconforto com o uso de smartphones.

Live com Janones é a nova aposta

A campanha petista aposta alto na live que o presidente marcou com Janones nesta quinta-feira (22). O entendimento do grupo é de que a transmissão conjunta pode ajudar a engajar o público mais jovem e estimular o comparecimento às urnas no domingo (25).

A mobilização digital é vista como peça-chave nos dias finais da campanha, especialmente para reforçar a participação de eleitores indecisos ou desmotivados no segundo turno.

O episódio mostra como a disputa eleitoral de 2026 consolidou a presença digital do candidato, que passou a tratar o celular não apenas como instrumento de comunicação, mas como ferramenta política estratégica — a ponto de prometer mantê-la em um eventual novo governo.