Receita Federal divulga dados de setembro

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 239,4 bilhões em setembro deste ano. O número foi divulgado nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal.

O indicador reúne os valores recolhidos por meio de tributos e outras receitas administradas pelo órgão e é acompanhado como um retrato do ritmo da atividade econômica e das regras tributárias em vigor no país.

Alta de 5,6% em termos reais

O montante de setembro representa um aumento de 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, já descontado o efeito da inflação. Em valores corrigidos, a arrecadação de setembro do ano passado somou R$ 226,6 bilhões.

Como o dado é ajustado pela inflação, a comparação entre os dois períodos mostra um crescimento efetivo da coleta de recursos, e não apenas um efeito de correção de preços ao longo do tempo.

Maior setembro da série histórica

Além do avanço na comparação anual, o valor registrado em setembro é o maior já verificado para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. Em 32 anos de apuração, portanto, nenhum mês de setembro havia terminado com arrecadação tão elevada.

A série iniciada em 1995 permite acompanhar o comportamento da coleta de tributos ao longo de diferentes ciclos da economia brasileira e das sucessivas mudanças na legislação.

Fatores por trás do recorde

Entre os fatores apontados para o desempenho estão o crescimento da economia brasileira, os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo e a alta no preço do petróleo.

A expansão da atividade econômica costuma se refletir de forma direta na arrecadação. Quando a produção, o consumo e a renda crescem, amplia-se também a base sobre a qual incidem impostos e contribuições federais, o que eleva o total arrecadado mesmo sem alterações nas regras.

Os reajustes de tributos anunciados pelo governo nos últimos anos atuam no mesmo sentido, ao aumentar a carga incidente sobre essa mesma base econômica.

Por fim, a valorização do petróleo completa o quadro de fatores, uma vez que parte da receita federal está vinculada ao setor de óleo e gás.