Mobilizações a favor da reeleição do presidente Lula (PT) reuniram apoiadores nesta terça-feira (13) em Brasília, São Paulo e pelo menos outras nove capitais brasileiras, do Norte ao Sul do país. Os atos integram uma série iniciada na semana passada, com o objetivo de reverter o resultado do primeiro turno das eleições, realizado no dia 4, e conquistar votos para o segundo turno.
No pleito, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.
Brasília e São Paulo
Em Brasília, milhares de pessoas se concentraram a partir das 16h no Museu da República, na região central da capital federal, e depois ocuparam a Esplanada dos Ministérios. Entre os presentes estava Agnelo Queiroz, ex-governador do Distrito Federal e ex-ministro do Esporte, eleito deputado federal no pleito.
Já em São Paulo, o chamado “Ato da Virada” aconteceu debaixo de chuva no Largo da Batata, na zona oeste. O evento reuniu os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede), entre outras lideranças.
O ator e influenciador João Guilherme discursou ao lado do deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL). “A gente está aqui hoje num misto de desesperança e medo”, declarou. “A gente precisa botar a nossa cara na rua e usar a nossa voz. Eu sigo aqui tentando trazer o máximo de jovens, e abrir o olho e virar voto através do diálogo e da educação.”
Mobilizações pelo país
No Sul, houve atos em Porto Alegre e Florianópolis. Na capital gaúcha, milhares de pessoas se reuniram no fim da tarde na Esquina Democrática e caminharam pelo centro histórico ao lado de políticos como a ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PSOL), derrotada na disputa pelo Senado neste ano, e o ex-governador Tarso Genro (PT).
Em Belém, os apoiadores se concentraram no Porto Futuro, na Avenida Doca de Souza Franco, em um evento que contou com lideranças do PT, organizações da juventude, do movimento estudantil e apresentações culturais.
No Nordeste, foram registradas mobilizações em Natal, Fortaleza, Aracaju e Teresina. Houve ainda atos em Vitória, no Espírito Santo, e em Campo Grande, organizado por estudantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Nos últimos dias, manifestações de esquerda, muitas convocadas por entidades estudantis, também ocorreram no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Manaus.
Próximos atos
Para esta quarta-feira (14), está programado um ato em Goiânia com a presença de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Na quinta (15), movimentos sociais catarinenses promovem nova manifestação no centro de Florianópolis.
A UNE (União Nacional dos Estudantes) declarou apoio à reeleição do presidente e anunciou o calendário da campanha “Estudantes com Lula”, que prevê ações de panfletagem em bairros onde o petista perdeu votos em relação ao pleito de 2022. “Onde houver ameaça à democracia, deve haver movimento estudantil mobilizado”, afirma nota divulgada pela entidade na semana passada.
“O povo atendeu ao chamado e mostrou a nossa força”, publicou a campanha de Lula em rede social, em postagem que reúne vídeos das mobilizações pelo país.
Para domingo (18), o cantor Caetano Veloso convocou um ato musical em defesa da democracia na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, organizado pelos coletivos 342 Artes e Mídia Ninja. Outras manifestações de esquerda estão previstas no mesmo dia em outras cidades, numa agenda batizada de “Brasil inteiro com Lula”.
No mesmo dia, Flávio Bolsonaro convocou o “Bloquinho do 22” na avenida Paulista, em São Paulo, às 11h. Em vídeo gravado ao lado do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o senador afirmou que a manifestação busca ser “a arrancada final para a vitória”.
