A abstenção no primeiro turno das eleições deste domingo chegou a 21,08%, com mais de 33 milhões de ausências confirmadas. O índice é o maior registrado desde 1998 e estabelece um recorde negativo de participação do eleitorado nas urnas.
Marca histórica
O percentual divulgado supera todas as taxas apuradas em primeiros turnos desde 1998. Na prática, o resultado deste domingo ficou acima do verificado nas últimas quatro eleições, período em que nenhuma disputa havia registrado um índice de ausências tão alto no primeiro turno.
A comparação com os ciclos eleitorais anteriores é um dos pontos que mais chamam atenção no dado divulgado. A marca de 21,08% passa a figurar como a maior da série histórica recente, superando os percentuais observados nos pleitos anteriores.
Mais de 33 milhões de ausentes
Em números absolutos, as ausências confirmadas ultrapassam 33 milhões de eleitores. Isso significa que mais de um em cada cinco eleitores aptos a votar não compareceu às urnas no primeiro turno deste domingo.
O volume expressivo de ausentes tem efeito direto sobre a leitura do resultado: os votos computados pelos candidatos representam uma fatia menor do que o total de eleitores registrados no país. Quanto maior a abstenção, menor a parcela do eleitorado efetivamente consultada sobre os rumos da disputa.
O que caracteriza a abstenção
É considerado abstenção o eleitor que, no dia da votação, não comparece às urnas. No Brasil, o voto é obrigatório para a maior parte do eleitorado, e quem falta à votação precisa justificar a ausência perante a Justiça Eleitoral para regularizar a situação. Quem não o faz fica sujeito às penalidades previstas em lei.
A ausência se diferencia do voto branco e do voto nulo, registrados nas urnas, mas que não são atribuídos a nenhum candidato. O eleitor ausente, por sua vez, não participa do pleito e entra diretamente na conta da abstenção.
Debate sobre a participação
O recorde deve alimentar o debate sobre o engajamento do eleitorado brasileiro e os fatores que levaram milhões de pessoas a ficarem longe das urnas neste primeiro turno. O índice de 21,08% passa a servir de referência para as próximas disputas eleitorais.
Com o resultado, o primeiro turno deste domingo entra para a história eleitoral recente do país como o pleito com o maior nível de ausências desde 1998.
