O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (13) que o PL decidiu apoiar o fim da escala de trabalho 6×1 em razão da pressão da sociedade e das manifestações realizadas nas ruas do país.

“Me parece que, depois da pressão da sociedade, me parece que depois de todas as manifestações na rua deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, disse o presidente.

O pronunciamento ocorreu durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, sede do governo federal, em Brasília. Na avaliação do chefe do Executivo, o reposicionamento do partido é resultado direto da mobilização popular registrada nas ruas do Brasil.

Flávio Bolsonaro anuncia voto favorável

Nesta mesma terça, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do tema. O parlamentar foi adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial.

Até então, Flávio era crítico da proposta. Ao explicar a decisão, o senador afirmou que optou por se posicionar “conforme a vontade da maioria do povo”. A declaração representa uma mudança de postura em um dos assuntos mais comentados do debate político nacional.

Pressão das ruas pesou na decisão

A escala 6×1 é o regime de trabalho em que o empregado cumpre seis dias consecutivos de jornada e descansa apenas um dia por semana. O encerramento desse modelo tornou-se uma das principais pautas de movimentos populares, que organizaram atos nas ruas para exigir mudanças nas regras de jornada.

Para Lula, foi essa pressão vinda da sociedade que fez o PL mudar de posição. O presidente relacionou diretamente as manifestações ao anúncio de apoio ao fim da jornada, atribuído ao partido nesta terça. A fala reforça a leitura de que a mobilização popular teve papel central no reposicionamento da sigla.

Com o anúncio do voto favorável do senador Flávio Bolsonaro e a decisão atribuída pelo presidente ao PL, o debate sobre o fim da escala 6×1 ganha novo capítulo no Congresso Nacional, onde a proposta de emenda à Constituição segue em tramitação.