O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que, caso seja reeleito, levará adiante uma versão universitária do programa Pé-de-Meia, iniciativa de incentivo financeiro voltada atualmente a estudantes do ensino médio.
De acordo com o anúncio, cada estudante beneficiado pela proposta receberia R$ 700 por mês durante a graduação. Ao fim do curso, o aluno ainda teria direito a um valor adicional de R$ 10 mil, como forma de estimular a conclusão dos estudos no ensino superior.
Como funcionaria o benefício
O modelo proposto para o ensino superior segue a lógica do programa já existente: depósitos regulares ao longo da trajetória acadêmica, condicionados ao cumprimento dos requisitos do curso, além de um montante final ao concluir a formação.
No caso da graduação, os valores divulgados seriam de R$ 700 mensais e R$ 10 mil ao término do curso, montante que, segundo a proposta, funcionaria como estímulo para que o estudante leve a formação até o fim.
Ampliação do programa
A criação de uma modalidade universitária representaria uma ampliação do alcance do Pé-de-Meia, que hoje atua no ensino médio. A ideia é estender o apoio financeiro a jovens que ingressam na graduação, reduzindo o risco de evasão por motivos econômicos.
A evasão no ensino superior é um dos principais desafios da educação brasileira, e programas de transferência de renda vinculados à permanência nos estudos têm sido apontados como instrumentos para enfrentar o problema.
Compromisso condicionado ao resultado eleitoral
A promessa foi feita no contexto da disputa eleitoral e está condicionada à reeleição do presidente. Ou seja, a implementação da versão universitária do programa dependeria de Lula vencer o pleito e do desenho orçamentário que seria necessário para sustentar o benefício.
Não foram divulgados detalhes adicionais sobre critérios de elegibilidade, como faixa de renda, tipo de instituição (pública ou privada) ou calendário de implantação, caso a proposta seja efetivada.
Até o momento, portanto, o que se sabe é o esboço divulgado: R$ 700 por mês para cada estudante durante o curso e R$ 10 mil ao fim da graduação, como parte de uma eventual segunda gestão do presidente.
