A Funai mapeou 7,2 mil eleitores indígenas que necessitam de transporte para comparecer às urnas no segundo turno das eleições. O levantamento foi comunicado nesta quinta-feira (22), quando o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) formalizou um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Pedido ao TSE
O MPI solicitou ao TSE que autorize órgãos responsáveis pela política indigenista a atuarem no deslocamento desses eleitores. O objetivo é garantir que as pessoas identificadas no mapeamento consigam chegar até os locais de votação no dia do segundo turno.
A proposta apresentada pelo ministério prevê que os órgãos voltados à política indígena possam auxiliar diretamente na logística de transporte, suprindo a dificuldade de deslocamento registrada em diversas regiões do país.
Desafio logístico
O acesso a comunidades indígenas frequentemente envolve longas distâncias e deslocamentos por áreas remotas, o que torna o comparecimento às urnas um desafio para parte significativa desse público. O mapeamento realizado pela Funai buscou dimensionar essa demanda, identificando os eleitores que dependem de apoio para exercer o direito de voto.
Com o levantamento em mãos, o Ministério dos Povos Indígenas encaminhou a solicitação à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (22), aguardando a autorização do TSE para que a operação de transporte possa ser viabilizada.
Próximos passos
Cabirá ao Tribunal Superior Eleitoral analisar e deliberar sobre o pedido do MPI. A autorização solicitada é considerada essencial para que os órgãos indigenistas possam se mobilizar a tempo de organizar o deslocamento dos 7,2 mil eleitores identificados antes do dia do segundo turno.
Até a publicação desta matéria, o TSE não havia divulgado resposta ao requerimento apresentado pelo ministério.