Apoiadores de Jair Bolsonaro proferiram ofensas à memória de Marielle Franco durante um ato realizado na cidade do Rio de Janeiro. As provocações ocorreram em uma área próxima à PUC-Rio, universidade que havia determinado a proibição de manifestações político-partidárias até o fim das eleições.

Ofensas nas imediações da universidade

As ofensas à vereadora foram proferidas por participantes do ato bolsonarista em uma região próxima ao campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, na zona sul da capital fluminense. A localização do episódio chama a atenção porque a instituição havia estabelecido, para o período eleitoral, restrição expressa a manifestações de caráter político-partidário.

Vedação vale até o fim das eleições

De acordo com a determinação da universidade, manifestações político-partidárias permanecem proibidas até o encerramento das eleições. A regra estabelecida pela PUC-Rio foi definida para vigorar durante todo o período eleitoral.

Manifestações político-partidárias são aquelas organizadas por partidos, candidaturas ou movimentos ligados à disputa eleitoral. A proibição desse tipo de ato em espaços universitários durante o período de campanha é uma das medidas adotadas por instituições de ensino para manter a neutralidade política de seus espaços.

Com isso, o registro de provocações contra a memória de uma parlamentar assassinada em área próxima ao campus ocorre em um contexto no qual a própria instituição havia vedado esse tipo de manifestação até o fim do pleito.

Quem foi Marielle Franco

Marielle Franco foi vereadora da cidade do Rio de Janeiro, eleita em 2016 pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Ela foi assassinada em março de 2018, quando o veículo em que estava foi atingido por disparos. O crime teve grande repercussão no Brasil e no exterior.

O nome da parlamentar passou a ser frequentemente citado em embates políticos nos anos seguintes ao assassinato. Foi justamente à memória da vereadora que se direcionaram as ofensas proferidas durante o ato realizado no Rio de Janeiro.

A vedação imposta pela PUC-Rio permanece em vigor até o encerramento das eleições. O episódio registrado nas proximidades do campus ocorre, portanto, em um período no qual a universidade mantém restrições a manifestações de caráter partidário.